Grupo RBS faz Jornalismo? ( sobre reportagem do “GDI ZH”)

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NÃO. Jornalismo é noticiar, criar fatos é atitude de “Tabloide” sensacionalista em busca da polêmica para ter “Cliques”. No mais, que moral tem o Grupo RBS, uma empresa acusada de sonegar MILHÕES em impostos, tirando dinheiro da saúde, educação e da segurança dos gaúchos. A sociedade sabe quem está do seu lado, quem os defende da bandidagem cada vez mais expansiva, bandidagem está com largo apoio deste tipo de mídia, afinal para eles são apenas “JOVENS”, não interessa quantas vítimas já fizeram. A resposta a esse ataque a Brigada Militar, feito por este grupo sem moral, está sendo dada por centenas de comentários nas redes sociais em apoio a corporação.

CONFIRA A “REPORTAGEM”

Policial de Porto Alegre usa viaturas para atividades particulares

Ao longo dos oito dias em que a reportagem acompanhou a rotina de Juliano Wieczorek da Rosa, veículos oficiais foram vistos em escola, em posto de saúde e até mesmo em um mercado na Zona Sul

Por: Jeniffer Gularte ZERO HORA

Um policial militar usa viaturas da Brigada Militar para levar e buscar uma menina na escola, ir ao mercado e levar a mulher no posto de saúde. Por oito dias, entre 14 e 30 de março, o Grupo de Investigação do Grupo RBS (GDI) flagrou o policial Juliano Wieczorek da Rosa, do 1º Batalhão de Polícia Militar (BPM) da Capital, utilizando carros da corporação para fazer atividades particulares.

Nos oito dias que a reportagem acompanhou os passos do soldado, ele deixou a menina em uma escola do bairro Tristeza, Zona Sul de Porto Alegre, entre 7h35min e 8h e retornou para buscá-la ao meio-dia — exceto em um dia, em que a menina retornou caminhando para casa.

Menina deixada na escola da Zona Sul no começo da manhã do dia 16 de marçoFoto: Ronaldo Bernardi / Agencia RBS

Sempre sozinho, Rosa usou diferentes viaturas. Entre os dias em que foi acompanhado pela reportagem, utilizou um Fiesta (placas IVQ-2497), uma Duster (placas IUW-5918) e um Prisma (placas IBM-2601), todos identificados como veículos oficiais.

Na manhã da terça-feira, dia 21 de março, deixou, às 7h44min, a menina na escola com uma Duster da BM. Dali, seguiu até uma obra de um edifício em acabamento, também no Bairro Tristeza, e retornou para casa, em uma rua no Bairro Camaquã. Da caminhonete estacionada em frente a sua residência, retirou um carrinho de mão que estava no porta-malas. No final da mesma manhã, buscou a garota na escola e a levou para casa. Assim que a menina saiu do carro, ele retirou do porta-malas um botijão de gás e uma bombona de água. Dali em diante, a Duster ficou estacionada em frente a sua casa, por uma hora e vinte três minutos, das 12h11min até as 13h34min.

Às 10h18min do dia 23, Fiesta da BM ficou estacionado em frente à UBS para onde o policial levou a mulherFoto: Jeniffer Gularte / Agência RBS

Na quinta-feira, dia 23, além de deixar a menina na escola, às 7h45min, levou a mulher à Unidade Básica de Saúde (UBS) Camaquã, às 10h, onde permaneceu por uma hora com o Fiesta da BM estacionado dentro do pátio da UBS. Na sequência, por volta das 11h, passou em um mercado na Rua Padre João Batista Reus, entre os bairros Tristeza e Cavalhada, enquanto a mulher permaneceu no carro. Neste dia, não buscou a menina na escola.

Após deixar a UBS, soldado usou viatura para passar em mercado na Rua Padre João Batista Reus, por volta das 11hFoto: Jeniffer Gularte / Agência RBS

Na última quinta-feira, em 31 de março, a Duster usada pelo policial ficou estacionada em frente à casa dele das 12h às 13h37min, horário em que ele voltou com o veículo para o quartel da 2ª Companhia do 1ºBPM. Mais de uma vez, Rosa ultrapassou o sinal vermelho ou fez o retorno em local não permitido.

Soldado da Brigada Militar desde 2009, Rosa atua na 2ª Companhia do 1ºBPM, com sede na Tristeza. Segundo o major Fabio Kuhn, responsável pela unidade, Rosa, além de fazer policiamento de rua, é encarregado de cuidar do conserto das viaturas e é considerado um policial “volante”, acionado para ir a pontos comerciais e bancos, quando necessário. Por isso, segundo o major, tinha autonomia para usar a viatura e andava frequentemente sozinho no carro.

Segundo o comandante do 1º BPM, tenente-coronel Alexandre Brite da Silva, o patrulhamento de rotina é realizado em dupla:

— Em algumas missões menores podemos mandar só um. Mas a regra geral são dois, por uma questão de segurança.

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CONTRAPONTO

– O que diz o policial Juliano Wieczorek da Rosa, do 1º BPM:
A reportagem ligou para Rosa na manhã desta segunda-feira. Após ser informado sobre o motivo do contato, porém, ele encerrou a ligação. A reportagem voltou a ligar por mais quatro vezes, ele atendeu em uma delas, mas voltou a encerrar a ligação.

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Brigada abre IPM para investigar uso de viatura

O comandante do 1º BPM, tenente-coronel Alexandre Brite da Silva, afirma que o uso de viatura para atividades pessoais do servidor é irregular:

— Não é permitido, em hipótese alguma, que um servidor use veículo da instituição para serviços particulares, até porque precisamos dele para o trabalho de polícia ostensiva. Quando o servidor tem uma dificuldade, nós tratamos em apoiá-lo com alguma viatura de serviço administrativo.

A Bridada Militar abriu um Inquérito Policial Militar (IPM) para apurar o caso. O procedimento tem 40 dias para ser concluído, prorrogáveis por mais 20:

— Será feita uma investigação séria para verificar este caso, vamos apurar se há indício de crime ou transgressão disciplinar. A gente dá um pouco de confiança pra ele executar as missões, se ele está cometendo uma irregularidade, terá que responder por isso — garante Brite.

A localização das viaturas da Brigada Militar não é feita em tempo real pela corporação, embora, segundo o comandante do 1º BPM, a maior parte dos carros do batalhão possui GPS, exceto alguns que estragaram e não foram repostos.

— Quando acontece alguma distorção, irregularidade, aí consultamos o GPS. É o que vamos fazer agora.

O comandante frisa que desde que ele assumiu o batalhão, em julho do ano passado, não é comum chegar este tipo de denúncia a respeito da conduta dos policiais. Mesmo assim, ele afirma que a corporação está a aberta a denúncias da população:

— Fazemos questão de dizer que se houver mais um tipo de denúncia sobre o batalhão, vamos receber as pessoas e ouvi-las para demonstrar isenção da corporação.