Estadão: Agentes penitenciários invadem Ministério da Justiça em protesto contra reforma da Previdência (VÍDEO)

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Agentes penitenciários ocupam o Ministério da Justiça, em Brasília

Do UOL, Dida Sampaio/Estadão Conteúdo

Agentes penitenciários invadiram, na tarde desta terça (2), a sede do Ministério da Justiça, em Brasília. Eles querem que a categoria tenha um regime de aposentadoria diferente do proposto na PEC (Proposta de Emenda à Constituição) 287, que traz a reforma da Previdência defendida pelo governo do presidente Michel Temer (PMDB).

Segundo nota divulgada pela assessoria de imprensa da Fenaspen (Federação Nacional dos Agentes de Segurança Penitenciária), os agentes “permanecerão na sede da pasta até que os deputados federais retirem esses servidores do texto da PEC, que entre outras medidas promove o aumento do tempo de contribuição para a obtenção da aposentadoria e retira os funcionários do sistema prisional do rol da segurança pública, equiparando-os, assim, aos trabalhadores comuns afetados pela reforma.”

De acordo com a Fenaspen, o movimento conta com servidores de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, entre outros Estados.

Integrantes da Força Nacional estão no prédio do Ministério da Justiça. Uma vidraça da fachada do edifício foi quebrada.

Reforma é ‘inviável’ para setor, diz agente

Para o presidente do Sifuspesp (Sindicato dos Funcionários do Sistema Prisional do Estado de São Paulo), Fábio César Ferreira, a categoria enfrenta “uma rotina terrível dentro e fora das unidades prisionais”, sendo vítima de agressões e ameaças, e por isso não pode ser enquadrada nas mesmas regras dos demais trabalhadores brasileiros. Segundo o dirigente sindical, a reforma proposta pelo governo Temer é inviável para os trabalhadores do setor.

“Nossa expectativa de vida é de 45 anos, em média. Aí a reforma quer que tenhamos de contribuir por mais tempo do que já contribuímos para termos acesso ao benefício, com no mínimo 65 anos de idade. Como vamos nos aposentar dessa maneira? Depois de mortos? De forma alguma podemos aceitar isso, e é por isso que estamos aqui”, afirma Ferreira.

Segundo o presidente da comissão especial da reforma da Previdência na Câmara dos Deputados, Carlos Marun (PMDB-MS), o colegiado vai votar o relatório da proposta nesta quarta (3). De acordo com Marun, o governo já tem maioria para aprovar o texto de Arthur Maia (PPS-BA) na comissão.

O UOL procurou o Ministério da Justiça às 16h25 para saber que medidas a pasta tomará diante do protesto e das exigências feitas pelos manifestantes. O texto será atualizado assim que o órgão enviar seu posicionamento.