ZH: Polícia acredita que PM da reserva e a esposa mortos em Tramandaí foram vítimas de latrocínio

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Casal estava amarrado no porta-malas do carro abandonado pelos bandidos
Foto: Divulgação / Polícia Civil

Para os investigadores, criminosos mataram as vítimas por descobrirem que Deoclécio Santos Filho era policial militar. Ele e a esposa, Maria Márcia Duran, foram encontrados mortos no porta-malas do carro

Por: Eduardo Torres

O delegado Paulo Perez, de Tramandaí, no Litoral Norte, classificou como “cruel e covarde” os assassinatos de Deoclécio Santos Silveira Filho, 67 anos, e da esposa dele, Maria Márcia dos Santos Duran, 65 anos, no final da noite de quarta-feira (7). O casal foi encontrado morto com tiros na cabeça, amarrados no porta-malas do próprio carro, um Ágile branco, na Rua Honório Lemos, no bairro São Francisco, no que a polícia acredita tenha sido o desfecho de um latrocínio (roubo com morte).

— É a hipótese mais concreta. Teoricamente não havia motivo para matar as vítimas, porque não houve reação e elas já estavam controladas, inclusive amarradas. Mas acreditamos que a decisão de executar o casal tenha acontecido porque os criminosos perceberam se tratar de um policial militar aposentado — afirma o delegado responsável pela investigação.

Conforme a investigação, a casa onde Deoclécio, que era PM da reserva, e Maria Márcia moravam, na Rua Rio Grande do Sul, em Nova Tramandaí, foi invadida por pelo menos três criminosos armados. Eles teriam levado objetos do local e saído, local e levado as vítimas junto no carro.

— Na casa há diversas fotos e uma boina da Brigada Militar — acrescenta o delegado.

Durante a manhã desta quinta-feira (8), peritos fazem o levantamento de digitais na casa e no carro que foi encontrado. Os criminosos ainda tentaram incendiá-lo, mas não conseguiram. Os investigadores ainda checam com familiares o que foi levado da residência. A polícia já trabalha com alguns suspeitos.