Fim da licença-prêmio a servidores estaduais é aprovada em primeiro turno na Assembleia

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Proposta do Executivo transforma o benefício em licença-capacitação

Por: Mateus Ferraz

Apesar dos protestos que vinham das galerias do plenário, a proposta que termina com a licença-prêmio dos servidores estaduais foi aprovada em primeiro turno, nesta quinta-feira (6), na Assembleia Legislativa. Para atrair o apoio do PDT e de parlamentares aliados que demonstravam dúvidas em relação à matéria, uma emenda foi incluída pouco antes da votação. Com o texto mais palatável, o placar acabou em 35 a 16. Para a nova norma valer, será preciso uma nova votação, aguardada para a próxima semana.

A proposta de emenda à Constituição (PEC) prevê que os trabalhadores do Executivo terão folga de três meses a cada cinco anos trabalhados, desde que comprovem a realização de cursos de qualificação. O deputado Enio Bacci (PDT), um dos críticos à alteração, acredita que a tentativa de Economia por parte do Estado não será efetiva.

— Será um auxílio financeiro a cada três anos. Como um professor, um brigadianos, quem ganham pouco, irão pagar pelos cursos? — indaga.

A medida valerá apenas para servidores que forem nomeados a partir de sua promulgação, o que não tem data prevista para ocorrer. A PEC prevê que as licenças não retiradas perderão a validade em três anos. O servidor não será indenizado caso não peça formalmente a folga remunerada de três meses.

Caso ele faça a solicitação, indicando qual curso pretende fazer, e não receba resposta do Estado em três anos, será indenizado com o valor do salário. No entanto, não poderá mais utilizar o tempo de licença não utilizado para poder se aposentar antes do previsto.

 Licença-prêmio

A licença-prêmio é concedida aos servidores concursados e em cargos em comissão que completam cinco anos de trabalho. A folga remunerada é de três meses, podendo ser parcelada em três períodos de um mês. 

*Rádio Gaúcha