Homenagem da ABAMF aos Policiais e aos Familiares

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LG

O céu chorou nesta sexta-feira, dia em que duas famílias devastadas se despedem de seus amados. Hoje, acordamos ainda com o peito rasgado pela morte, em serviço, dos soldados Rodrigo da Silva Seixas e Marcelo de Fraga Feijó.
Contudo, não podemos deixar de nos indignar. Temos que refletir sobre a tragédia que se abateu sobre nossa corporação e lutar por mudança. Não é de hoje que nossos homens e mulheres tombam por conta de um sistema corroído. Seja pela má administração dos governos, seja pela leniência da Justiça, seja pela hipocrisia de parte da sociedade.
O certo é que não se pode mais aceitar que um bandido esteja nas ruas, empunhando armar, cometendo crimes. Não se pode admitir que organizações sejam coordenadas de dentro dos presídios. Que policiais sequem gelo nas ruas prendendo repetidas vezes o mesmo meliante que deveria estar sob a mão do estado. E em hipótese alguma, agentes da segurança pública deveriam estar parados, ciceroneando bandidos que são esquecidos em viaturas, nas calçadas, por quem deveria acolhê-los, julgá-los, puni-los…
Nosso grito de dor deve ser ouvido e abraçado por todos. Os policiais brasileiros não podem mais tombar. Seus corpos não devem mais sangrar. Afinal, morremos todos nós, sociedade, junto com Rodrigos e Marcelos pelas ruas, becos e favelas.
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