O mais recente levantamento do Fórum Brasileiro de Segurança Pública escancara uma realidade que os brigadianos conhecem na prática: déficit de efetivo, sobrecarga de trabalho e a urgente necessidade de valorização profissional.
Enquanto o Governo do Estado comemora a redução dos índices de criminalidade, é preciso lembrar quem realmente constrói esses resultados: o policial militar que está na linha de frente, atendendo ocorrências, enfrentando criminosos armados, arriscando a própria vida e, muitas vezes, sendo recebido a tiros. É esse brigadiano que cobre escalas, abre mão da família e segue cumprindo sua missão, mesmo sem a valorização e o respeito que merece.
O reconhecimento, porém, nunca chegou. Em oito anos de governo, Eduardo Leite rebaixou a remuneração das praças da Brigada Militar, que hoje ocupa apenas a 16ª colocação entre as Polícias Militares do Brasil em remuneração. Mais grave ainda, a Brigada Militar possui a pior carreira para as praças do país, ignorando os princípios de valorização profissional previstos na Lei Orgânica Nacional das Polícias Militares e dos Corpos de Bombeiros Militares (Lei Federal nº 14.751/2023).
Como se não bastasse, o governo mantém o confisco previdenciário sobre militares estaduais da reserva e reformados, homens e mulheres que dedicaram mais de 30 anos de suas vidas à segurança da sociedade gaúcha, além de negar uma reposição inflacionária capaz de recompor as perdas salariais acumuladas.
Não existe segurança pública forte com efetivo reduzido, carreira sucateada, salários defasados e profissionais sobrecarregados.
Os números da criminalidade podem até cair, mas isso acontece graças ao sacrifício do brigadiano que está na linha de frente, atendendo ocorrências, enfrentando criminosos e colocando a própria vida em risco, e não pela valorização promovida pelo governo. O mérito pertence a quem veste a farda diariamente, protege a sociedade e cumpre sua missão mesmo diante da falta de reconhecimento.
A ABAMF seguirá defendendo, de forma firme e incansável, a dignidade e o respeito que os policiais militares merecem.
O povo gaúcho merece uma Brigada Militar forte, respeitada e motivada. Merece um policial valorizado, com tranquilidade para sustentar sua família, equilíbrio para cuidar da própria saúde e condições de exercer sua missão com excelência. Porque quem protege o Rio Grande do Sul também precisa ser protegido pelo Estado.
