Estudo será repassado à Susepe, Secretaria de Segurança Pública e MP
O Sindicato dos Servidores Penitenciários do Rio Grande do Sul (Amapergs) entrega hoje um relatório regionalizado sobre a situação dos presídios nas regiões Norte e Noroeste do Estado. No documento, a Associação detalha problemas evidenciados por um expediente interno da Superintendência de Serviços Penitenciários, que foi divulgado há cerca de três semanas, sobre as falhas no sistema carcerário. O relatório explora os problemas em dez presídios. De acordo com o presidente da Amapergs, Flávio Berneira, a região têm casas prisionais com alto risco devido à falta de estrutura, equipamentos e servidores, bem como superlotação.
“Este documento dialoga com aquele divulgado recentemente, quando um diretor da Susepe alertava sobre o risco de motins, rebeliões, risco de fuga. E nós comprovamos com esse dossiê que aquilo que foi dito realmente ocorre. Depois daquilo, houve diversas tentativas de fuga que lograram êxito. O presídio sempre estoura. Resta saber se estoura para fora, com fugas, ou pra dentro, com motins”, afirmou.
A documentação será encaminhada para a Casa Civil e para Comissões e Frentes ligadas à área de segurança pública da Assembleia Legislativa. Além disso, o estudo será repassado para a Susepe, Secretaria de Segurança Pública do Rio Grande do Sul e Ministério Público. O intuito é garantir aos órgãos competentes sobre os problemas nos presídios.
Berneira disse que, a partir de agora, o processo de verificação das casas prisionais deve ser sistematizado pela Amapergs. A primeira análise foi feita nos presídios de Carazinho, Passo Fundo, Erechim, Espumoso, Soledade, Sarandi, Getúlio Vargas, Frederico Westphalen, Palmeira das Missões e Iraí.
A ida de um preso a uma audiência custaria R$ 540,00, segundo o órgão