ABAMF DOS SERVIDORES DA BRIGADA MILITAR E CORPO DE BOMBEIROS MILITAR DO RS

Home Política Secretário da Fazenda busca ressarcimento da União para pagar 13º do funcionalismo gaúcho

Secretário da Fazenda busca ressarcimento da União para pagar 13º do funcionalismo gaúcho

0
Secretário da Fazenda busca ressarcimento da União para pagar 13º do funcionalismo gaúcho

20160726-jornal-sul21-mr-260716-9314-01Giovani Feltes quer recursos em troca de melhorias feitas em rodovias federais e pelo uso de terras gaúchas para reforma agrária, indígenas e quilombolas

O secretário estadual da Fazenda, Giovani Feltes, anunciou hoje que vai solicitar indenização à União pelo uso de dezenas de milhares de hectares do Rio Grande do Sul para fins de reforma agrária e assentamentos do Movimento do Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST). A recuperação financeira ainda envolve a destinação de terras para comunidades indígenas e quilombolas. Na tentativa de rever os recursos federais, o secretário viaja, nesta tarde, para Brasília, onde participará de reunião com o ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha.

Feltes informou, ainda, que as áreas no Estado somam um valor substancial, porém, não arriscou revelar o montante por se tratar de especulação. Outra ação em busca de verbas visa o ressarcimento pelas melhorias executadas em rodovias federais no Rio Grande do Sul no então governo de Pedro Simon, na década de 80. Nesse caso, o secretário ponderou no período do presidente Fernando Henrique Cardoso foi efetuado pagamento à gestão de Olívio Dutra no Palácio Piratini.

Todas as movimentações das autoridades do Estado para buscar recursos do governo federal têm como meta angariar valores para pagar o 13º do funcionalismo público. Feltes salientou que aproveitou o espaço de uma entrevista coletiva na reunião-almoço da Federasul para comunicar a sociedade do esforço que o Piratini tem feito para arcar com seus compromissos. “O fato é que, nos últimos governos, a União se aproveitou de áreas do Estado para reforma agrária, assentamentos, indígenas e quilombolas. Estas terras eram do Estado ou de empresas estatais, o governo federal se aproveitou delas e nós queremos ser ressarcidos”, revelou.

Parcelamento de salários

Feltes negou que o encontro de folhas esteja num horizonte mais próximo e ponderou que todo o parcelamento de salário ocorre dentro de um período inferior a um mês. Destacou que esta situação ocorre em outros 12 estados e que, em alguns deles, já houve mudança de data do pagamento através de lei.

O secretário não criticou a medida de deputados da oposição que recorreram ao Tribunal de Contas do Estado para aferir se de fato o governo não conta com dinheiro em caixa para pagar os salários em dia. Feltes sustentou, ainda, que o governo não precisaria adotar esta ação como uma espécie de “tira-teima”, já que é sabedor da realidade das contas públicas.

Ele também não rebateu as declarações do presidente do Tribunal de Justiça, Luiz Felipe Difini, que defendeu ser legal o impeachment do governador José Ivo Sartori, do PMDB, por não respeitar decisões judiciais e seguir parcelando os salários do Executivo. No ponto de vista do secretário, o presidente do TJ tem toda a liberdade de expressar suas ideias e conhecimento jurídico, deste modo, o comentário teria sido feito em nível de tese.

Fonte:Voltaire Porto / Rádio Guaíba