Secretário da Fazenda do Estado descarta parcelamento de salários

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Foto: Thanise Melo / ALRS
Foto: Thanise Melo / ALRS

Já o governador, em Não-Me-Toque, falou em trabalhar para parcelamento não ocorrer

O secretário da Fazenda foi categórico ao afirmar que não há confirmação oficial para o parcelamento de salários dos servidores públicos do Estado nos próximos meses. Giovani Feltes declarou que existem apenas especulações. “Não existe informação e sim especulações que são mantidas por determinados setores da imprensa. Se houvesse o parcelamento de salários esta informação seria transmitida pelo governador ou pela Secretaria da Fazenda dando caráter oficial”, explicou.  Em Não-Me-Toque, na abertura da Expodireto, Sartori não foi tão enfático para descartar o  parcelamento. Disse que o Estado está trabalhando para pagar em dia.

Feltes voltou a enfatizar as dificuldades financeiras e admitiu que pode haver o parcelamento dos salários, mas no futuro. “Nós negamos nossas dificuldades. Tem o rombo de mais de R$ 5 bilhões nos cofres públicos e, mesmo assim, esta possibilidade de parcelamento não esta no nosso horizonte imediato. Quando estiver os servidores serão os primeiros a serem avisados”, alertou.
Ainda assim, o clima é de tensão entre os servidores e já há mobilizações para resistir. O presidente da federação dos servidores, Sérgio Arnoud, adiantou que a categoria esta preparada. “Nós estamos prontos para todos os tipos de pressões, sejam elas políticas ou na Justiça. O salário tem caráter alimentar e recorreremos ao judiciário se for preciso”, projetou.
Os servidores se sentme emocionalmente prejudicado com as incertezas criadas envolvendo o pagamento em dia dos salários, disse. “Este impasse gera ansiedade e insegurança que talvez sejam piores do que a própria situação de atrasos nos salários”, enfatizou Arnoud. Na Assembleia Legislativa foi criada pela deputada petista Stela Farias uma Frente Parlamentar em Defesa do Funcionalismo Público. O entendimento da parlamentar é de que o parcelamento de salários é inconstitucional.
Fonte:Voltaire Porto / Rádio Guaíba