Agentes da Susepe alegam falta de profissionais em presídios gaúchos

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pasc1-960x600Amapergs/Sindicato aponta déficit de 2,5 mil homens

Os agentes penitenciários estão preocupados com a situação dos presídios no Rio Grande do Sul. Conforme um dos diretores da Amapergs/Sindicato, Cristiano Fortes, a Superintendência de Serviços Penitenciários deveria contar com, no mínimo, seis mil profissionais. Hoje, são 3,5 mil. O fato gera insegurança para os trabalhadores.

Um funcionário, que não quis se identificar, afirmou, na manhã desta quarta-feira, que em um dos presídios de Charqueadas, na região Carbonífera, onde deveria ter seis homens atuando hoje, havia dois. O fato, segundo ele, também se deve ao corte de horas extras.

Os trabalhadores alegam que faziam, em média, 30 horas extras por mês. Essas horas são necessárias para suprir a falta de servidores, a fim de garantir a segurança nas casas prisionais. Os agentes afirmam que estão sendo prejudicados financeiramente e, também, na sua saúde, já que a pressão no trabalho é excessiva.

Na quinta-feira passada, dia em que o traficante Cristiano Fonseca, o Teréu, foi morto asfixiado no refeitório da Pasc, apenas uma pessoa monitora as câmeras de segurança no momento. Eram necessários três funcionários para cuidar das 60 imagens. O crime ocorreu na Penitenciária de Alta Segurança de Charqueadas (Pasc).

Em nota, a Susepe destaca que “não informamos, por questões de segurança, o número de servidores por postos. Porém, entendemos, em qualquer critério, que possuímos a proporção de servidores diária para as necessidades das casas. Não aceitamos que exista a falta de pessoal. No último mês, recebemos mais de 600 novos servidores, que irão atender a demanda dos presídios existentes, inclusive os novos (Canoas/Venâncio)”.

 

Fonte:Rádio Guaíba