Sem participação da cúpula da Segurança, audiência pública na AL é palco de protestos de policiais

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Audiência pública sobre Segurança ocorre na Assembleia Legislativa. Foto: Bibiana Borba
Audiência pública sobre Segurança ocorre na Assembleia Legislativa. Foto: Bibiana Borba

Servidores cobram nomeação de concursos e melhor estrutura em órgãos de segurança

Mais de 600 pessoas, a maioria servidores da Segurança do Estado, lotam o Teatro Dante Barone da Assembleia Legislativa gaúcha, nesta quinta-feira, para uma audiência pública sobre a violência no Rio Grande do Sul. Os convidados mais esperados, no entanto, não compareceram. O secretário da Segurança Pública, Wantuir Jacini, o comandante-geral da Brigada Militar, coronel Alfeu Freitas, e o chefe da Polícia Civil, delegado Guilherme Wondracek, alegaram ter outros compromissos marcados e enviaram representantes ao encontro.

A ausência da cúpula acirrou os ânimos dos trabalhadores, que protestam há meses pelo chamamento de policiais aprovados em concursos e melhor estrutura para o policiamento. Gritos de “chamem o Batman”, em referência à afirmação recente de um dos comandantes da BM, foram ouvidos a cada cobrança por soluções ao suposto cenário de sucateamento da Segurança no Estado. A discussão foi articulada junto às entidades que representam funcionários da BM, PC, IGP e Susepe, através da Comissão de Segurança e Serviços Públicos da Assembleia Legislativa.

O presidente da comissão, deputado estadual Nelsinho Metalúrgico (PT), lamentou o silêncio do governo diante da crescente sensação de insegurança no Estado. “A comissão vinha aguardando propostas concretas da secretaria desde o início deste governo para enfrentar este momento de muito medo da sociedade, por conta das altas taxas de homicídios, roubos a bancos, furtos e roubos de automóveis, etc. Precisam ficar claras para o povo gaúcho as estratégias das forças de segurança para enfrentar este momento”, cobrou.

A SSP informou que o secretário Jacini está em Santa Maria nesta quinta-feira, envolvido em uma ação para reforçar o monitoramento da segurança nas fronteiras gaúchas. Na semana passada, o governador José Ivo Sartori (PMDB) prorrogou o decreto que limita gastos das secretarias e mantém a indefinição sobre o chamamento de novos servidores. Cerca de 2,4 mil brigadianos e bombeiros e mais de 650 policiais civis aprovados em concursos aguardam nomeação.

Fonte:Bibiana Borba/Rádio Guaíba