Após protesto com comércio fechado, BM admite não ter como aumentar efetivo em Butiá

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BrigadaEm caminhada, lojistas foram cobrar da Prefeitura medidas para pressionar o governo estadual a ampliar a segurança

O comércio de Butiá fechou as portas, na tarde de hoje, em função da onda de assaltos registrada, nos últimos dias, na cidade da região Carbonífera. A Brigada Militar já admitiu que não há como ampliar o efetivo no município, mas sim realocar PMs da região. Em uma semana, cinco estabelecimentos foram alvo de ataques. Em todos os casos, foram registrados assaltos à mão armada. Ninguém ficou ferido, mas apenas de um supermercado, foram levados R$ 30 mil.

A Câmara dos Dirigentes Lojistas (CDL) de Butiá organizou o protesto, que contou com a participação de 600 pessoas, entre lojistas e moradores da cidade. Em caminhada, os lojistas foram cobrar da Prefeitura medidas para pressionar o governo estadual a ampliar a segurança em Butiá.

Para o comandante interino da Brigada Militar na região Carbonífera, capitão Wirley da Fé, esforços serão realizados, mesmo que haja defasagem de policiais em todo o Rio Grande do Sul. “Estamos reforçando o policiamento através do nosso Pelotão de Operações Especiais, que atende toda a região Carbonífera e é acionando quando existem problemas pontuais. Mas isso é um problema enfrentado em todo Estado”, lamenta.

A cidade soma cerca de 250 estabelecimentos comerciais. O setor é o segundo com maior número de empregados, segundo CDL. Com cerca de 23 mil habitantes, Butiá dispõe de um efetivo de cerca de 30 PMs. Em 2013, um protesto semelhante resultou em aumento do efetivo, conforme a entidade lojista.

Fonte:Lucas Rivas/Rádio Guaíba