DIÁRIO DA MANHÃ: Aquartelamento, paralisações e braços cruzados

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Foto: Sirlei Pazinato / DM
Foto: Sirlei Pazinato / DM

Este foi o cenário da segurança pública em Passo Fundo e grande parte do Estado nesta segunda-feira, em protesto contra o parcelamento de salários. Ainda na noite de ontem, a BM retomou o policiamento normal

A exemplo dos demais setores do funcionalismo público estadual, servidores da segurança pública estão descontentes com o parcelamento dos salários – anunciado pelo ainda na sexta-feira (31) – e, para demonstrar a insatisfação, restringiram o trabalho ao atendimento de emergências nesta segunda-feira (03). Durante manhã e tarde, a Brigada Militar, o 3º BOE e o Corpo de Bombeiros trabalharam em regime de aquartelamento, ou seja, policiais fora dos horários de serviço se concentraram em frente aos portões dos quartéis e aqueles em horário de trabalho saíram apenas para atender emergências. Além da questão do parcelamento salarial, os brigadianos protestaram por melhores condições de trabalho e optaram por usar apenas as viaturas que estivessem em plenas condições.

Polícia Civil
Policiais civis também se reuniram em frente à Delegacia de Polícia de Pronto Atendimento (DPPA) das 8h30min às 18h de segunda-feira (03), horário em que nenhuma ocorrência foi registrada. Foram atendidos somente emergências. “É lamentável. Mas, diante da atitude do governo, não tivemos outra forma de mostrar a nossa importância. Se fosse uma crise real, esse parcelamento atingiria todos os servidores, mas houve uma escolha que atingiu o poder executivo, o que consideramos muito injusto”, relatou o representante do sindicato dos policiais civis (Ugeirm) em Passo Fundo, Luiz Fernando Perin. Nesta terça-feira (04), não há paralisação da Polícia Civil, porém, conforme decidido em assembleia, ainda na sexta-feira (31), a Associação dos Delegados de Polícia do Rio Grande do Sul (ASDEP) decidiu omitir da imprensa as informações sobre as ações de polícia judiciária, o que inclui prisões, registro de ocorrências e operações, além de realizar apenas atendimento à ocorrências de maior gravidade, até que o governo normalize o pagamento dos subsídios.

Susepe
Agentes da Susepe também aderiram ao protesto, de braços cruzados, em frente ao Presídio Regional. O trabalho realizado internamente ocorreu de forma normal. Porém, serviços externos, como transporte de detentos para audiências, atendimento médico, dentre outras situações, estiveram suspensos no dia de ontem e devem retornar ao normal nesta terça-feira (04).

Após reunião, BM retoma policiamento
Na noite de ontem, após reunião, as entidades que representam os policiais militares, dentre elas a Associação Beneficente Antônio Mendes Filho (ABAMF), decidiram, retomar o policiamento. A decisão, conforme a presidente da ABAMF, Sgt. Miriam Canova, foi uma forma de tranquilizar a população que estava insegura frente aos, pelo menos, três assaltos que ocorreram durante a tarde. Nesta terça-feira (04) o policiamento da BM também deve ocorrer de forma normal.

Com relação ao futuro, os servidores esclarecem que uma assembleia, juntamente com uma caminhada, deve reunir trabalhadores de diversas áreas em Porto Alegre no próximo dia 18, para discutir, dentre outras possibilidades, a de realizar uma greve geral caso o governo do estado não normalize os pagamento. Enquanto isso, há uma agenda de paralisações previstas.

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