Entidades de classe da BM esperam grande adesão à paralisação

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Dirigentes orientam PMs e bombeiros a suspenderem "jeitinho" | Foto: Robson Alves / BM / Divulgação / CP
Dirigentes orientam PMs e bombeiros a suspenderem “jeitinho” | Foto: Robson Alves / BM / Divulgação / CP

Dirigentes orientam PMs e bombeiros a suspenderem “jeitinho”

As entidades de classe da Brigada Militar (BM), que propuseram o aquartelamento de policiais militares e bombeiros nos quartéis, mantém expectativa de uma grande adesão da categoria na mobilização desta segunda-feira. Em nota conjunta, divulgada nessa sexta-feira, as entidades orientaram inclusive que a população não saia de casas na segunda. O presidente da Associação Beneficente Antônio Mendes Filho (Abamf), entidade que representa os servidores de nível médio da Brigada Militar, Leonel Lucas, lembrou que os casos graves serão atendidos pelo efetivo da BM, mas previu que não haverá por exemplo policiamento ostensivo nas ruas.

O dirigente defendeu ainda que os policiais militares e bombeiros suspendam em definitivo o “jeitinho” que tem mantido muitas vezes o dia a dia da BM, marcados pela falta de efetivo e recursos, além do corte de horas extras e outras medidas de contingenciamento do governo. Leonel Lucas exemplificou o caso do fardamento que muitas vezes é adquirido com dinheiro próprio dos brigadianos ao invés de ser fornecido pela corporação.

“Se o coturno foi comprado pelo brigadiano, então que não use mais e informe seu superior que não tem coturno e não pode sair para a rua”, afirmou. Citou ainda o problema das viaturas sem condições de trafegar, mas que acabam rodando por que “o brigadiano leva para um amigo mecânico”. Na sua avaliação, as viaturas precisam ficar baixadas até a solução do problema. O presidente da Abamf afirmou ainda que até combustível em muitos casos é obtido com ajuda de algum comerciante ou empresário.

Colete balístico e munição vencida, alertou, não podem igualmente ser utilizados como costuma acontecer. Para ele, a prática do “jeitinho” precisa acabar e o governo tem de se responsabilizar pela funcionamento da corporação. “Que deixe de ser regra”, defendeu.

Correio do Povo