Esposas de policiais militares protestam em frente ao 9º BPM

Esposas de policiais militares bloqueiam saída de viaturas do 9º BPM, em Porto Alegre Foto: Fernando Gomes / Agência RBS
Esposas de policiais militares bloqueiam saída de viaturas do 9º BPM, em Porto Alegre
Foto: Fernando Gomes / Agência RBS

Manifestantes fazem bloqueios parciais na Avenida Praia de Belas nas proximidads da Rua Dezessete de Junho

Cerca de 30 mulheres, esposas de policiais militares, amanheceram em frente ao 9º Batalhão da Brigada Militar (BPM), principal quartel da região central de Porto Alegre, para manifestar descontentamento com o parcelamento do salário dos maridos.

Na Avenida Praia de Belas, integrantes da Associação de Esposas de Policiais Militares do Estado (AESPPOM/RS) impedem que brigadianos saiam para trabalhar. De tempos em tempos, elas trancam o trânsito na via e gritam: “Salário atrasado, servidor parado”.

Claudete Valau, presidente da entidade que reúne cerca de mil mulheres, diz que a proposta é fazer ações durante toda a semana. Na quinta-feira, está previsto um panelaço em frente ao Palácio Piratini.

— A gente está brigando para assegurar um direito nosso. O temor da família é que, se ele parcelou agora, o que será no próximo mês? Muitas esposas não conseguiram nem fazer o rancho, pagar a luz, o aluguel — diz ela.

A cabeleireira Luciane Santos diz que o parcelamento atrapalha a vida das famílias porque, em geral, o salário das esposas é complementar à renda familiar.

— Eles que pagam as contas. Tivemos que nos adaptar nesse mês. Eu tenho quatro filhos, lá em casa a situação ficou muito complicada. Por que Sartori não parcela o salário dos deputados? — questionou.

Comandante do 9º BPM, o tenente-coronel Francisco Vieira diz que, mesmo com a paralisação, cerca de 20 a 30 homens realizam policiamento no centro. Do seu efetivo, 10 viaturas estão na rua. Ele afirmou que pediu reforço de outras companhias para garantir o policiamento na região.

— A Brigada Militar está cumprindo sua função, mas fica a cargo de cada policial se quiser sair para trabalhar — afirmou.

De folga na manhã desta segunda-feira, o sargento Marco Rodrigues, do 1º BPM e integrante da Associação dos Sargentos, Subtententes e Tenentes do Rio Grande do Sul, apareceu para dar apoio às esposas.

— Pela Constituição, não podemos protestar, mas prestar apoio é um direito cidadão — afirma o sargento.

Veja imagens do dia de paralisação e protestos:

* Zero Hora