Extratos bancários indicam que servidores receberão R$ 600 na segunda

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ContrachequePara a Fessergs, a decisão do governo foi deliberada e representa uma afronta

Apesar de o Piratini não informar oficialmente como ocorrerá o pagamento do salários de agosto do funcionalismo público gaúcho, o extrato bancário dos servidores indicam que a primeira parcela será de R$ 600. Em documentos que a reportagem da Rádio Guaíba e do Correio do Povo tiveram acesso, já é possível visualizar a previsão de dois depósitos: um de R$ 500 e outro de R$ 100.

Policiais militares começaram a divulgar imagens dos seus extratos nas redes sociais na madrugada deste sábado. A paralisação dos servidores de quatro dias deve começar na segunda-feira, mas os ânimos das categorias já estão acirrados neste final de semana.

“É uma barbaridade e uma situação jamais imaginada por qualquer cidadão, muito menos pelos servidores. É uma afronta. As pessoas não terão como enfrentar seus compromissos e ainda terão os salários diminuídos, já que as contas serão pagas com juros. Com esse valor, uma família de quatro pessoas não consegue fazer nem as compras do supermercado. É possível pagar em dia. Basta usar emergencialmente os depósitos judiciais, mas ele (o governo) quer acabar com o serviço público. Trata-se de provocação”, declarou o presidente da Federação Sindical dos Servidores Públicos no Estado do Rio Grande do Sul (Fessergs), Sérgio Arnoud.

Entre as categorias que prometem forte mobilização a partir de segunda, estão os professores do estado. A presidente do Cpers, Helenir Schürer, diz que medidas emergenciais do governo poderiam evitar essa situação.

“O que me chamou atenção é que também o Banrisul já projetou também as cobranças de todos os seus créditos. Então vamos chegar segunda-feira com professores que não terão um real para receber esse mês. Isso, apesar de ser banco do patrão, porque o governo tem mais de 50% das ações. Nada disso precisaria estar acontecendo se o governo aceitasse a oferta da oposição na Assembleia Legislativa e do Judiciário (através do aumento dos saques dos depósitos judiciais)”, disse a presidente do Cpers, entidade que representa os professores estaduais.

 

Fonte:Karina Reif/Correio do Povo