Protestos começam a ganhar o Estado, e repercutir na imprensa

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RADIO GUAIBA

Familiares de policiais protestam em Caxias do Sul

Policiais foram impedidos de sair do quartel e escoltar jogadores

Manifestantes protestaram contra governo estadual. Foto: Capitão Maciel/PM
Manifestantes protestaram contra governo estadual. Foto: Divulgação

Familiares de policiais militares da ativa e aposentados realizaram um protesto em frente ao 12º Batalhão de Polícia Militar, em Caxias do Sul. Os manifestantes bloquearam a saída do quartel desde as 15h até minutos antes de começar a partida de futebol entre Juventude e Brasil de Pelotas, no estádio Alfredo Jaconi. O protesto ocorreu um dia após a confirmação do parcelamento dos salários dos servidores estaduais.

Os policiais do batalhão se preparavam para realizar escolta de torcedores e do time de Pelotas, o que não ocorreu. A abertura dos portões do estádio também atrasou por causa da manifestação e de uma briga entre torcedores.

Na próxima segunda-feira, os policiais militares e bombeiros prometem realizar um aquartelamento. Entidades sindicais da categoria ainda orientaram que as pessoas não saiam de casa por conta do protesto. Os reflexos das manifestações somente poderão ser confirmados no começo da semana.

CORREIO DO POVO

Manifestação bloqueia saída de batalhão da BM em Caxias do Sul

Familiares realizaram protesto em virtude do parcelamento de salários, afetando serviço para jogo de futebol

Cerca de 150 pessoas realizaram uma manifestação em frente à sede do 12º Batalhão de Polícia Militar, na Travessa Santa Maria, em Caxias do Sul, em apoio aos brigadianos que tiveram o salário parcelado pelo Governo do Estado. Por mais de três horas – das 15h às 18h20min – o grupo bloqueou a saída do batalhão, atrasando a saída do efetivo destacado para o jogo entre Juventude e Brasil de Pelotas, pela Série C do Brasileirão.

Ao longo da manifestação, três negociações foram feitas para que se liberassem a saída dos policiais. Em virtude do protesto, a escolta dos torcedores do Brasil até o estádio Alfredo Jaconi acabou não ocorrendo. Além disso, os torcedores foram liberados para entrar no estádio apenas minutos antes da bola rolar.

Em virtude do parcelamento de salários dos servidores estaduais, nesta segunda-feira, policiais militares e bombeiros prometem realizar um aquartelamento. Entidades sindicais da categoria ainda orientaram que as pessoas não saiam de casa por conta do protesto. Apesar da situação, a Secretaria de Segurança Pública disse confiar na Brigada Militar. Os reflexos das manifestações somente poderão ser confirmados no começo da semana.

PIONEIRO

Familiares de policiais e servidores da Brigada Militar protestam contra parcelamento de salários, em Caxias

Manifestação ocorre em frente ao quartel, no bairro Kayser

Familiares de policiais e servidores da Brigada Militar protestam contra parcelamento de salários, em Caxias Raquel Fronza / Agência RBS/
Familiares de policias militares e servidores da Brigada Militar protestam em CaxiasFoto: Raquel Fronza / Agência RBS Pioneiro

Familiares de policiais e servidores da Brigada Militar protestam contra parcelamento de salários, em Caxias, na tarde deste sábado. Um grande grupo pretende impedir que os policiais saiam para o expediente e que não façam o patrulhamento da cidade. A intenção, segundo o presidente da Associação Beneficente Mendes Ribeiro Filho, Paulo Ritter, é atrasar o patrulhamento do jogo do Juventude na noite deste sábado, em Caxias:

— Nós também temos os nossos compromissos e nossas contas para pagar. É uma falta de respeito do Estado com a nossa classe e essa manifestação foi organizada pelos familiare s porque esse atraso prejudica toda a comunidade.

Justiça considera “descabido” pedido de prisão de Sartori

Simone Dandolini de Souza, 35 anos, esposa de um policial, foi ao protesto para manifestar seu descontentamento com o parcelamento do salário dos servidores.

— Nós também gostaríamos de honrar com os nossos compromissos porque as contas chegam e temos leite, remédios. A comunidade toda deveria estar aqui apoiando a Brigada Militar — afirma.

 

G1

Grupo tranca entrada de quartel em protesto contra parcelamentos no RS

Estado anunciou que salários dos servidores será pago em três parcelas.
Funcionalismo público promete parar atividades na segunda-feira (3).

O anúncio do parcelamento dos salários dos servidores públicos estaduais gerou protestos neste sábado (1) pelo Rio Grande do Sul. Pneus foram queimados em rodovias e faixas e cartazes foram espalhados, anunciando a paralisação das atividades de alguns setores na próxima segunda-feira (1). Os atos são uma resposta à medida adotada pelo governo estadual na tentativa de equilibrar as finanças  (veja na reportagem do RBS Notícias da RBS TV).

O pagamento da folha de julho do funcionalismo gaúcho será feito em três parcelas. Na sexta (31), último dia útil do mês, os servidores receberam a primeira, de no máximo R$ 2.150,00. Outra parcela, de R$ 1 mil, deve ser depositada até o dia 13 de agosto. Para os funcionários que recebem salário superior a R$ 3.150,00, o restante será pago até 25 de agosto.

Em Caxias do Sul, na serra gaúcha, um grupo de familiares de servidores da Brigada Militar protestou durante a tarde. Com cartazes e faixas, eles bloquearam o portão de acesso ao 12º Batalhão de Polícia Militar (BPM). Com isso, os PMs foram impedidos de sair do quartel para fazer o patrulhamento da cidade.

A ação também colocou em risco a realização do jogo do Juventude contra o Brasil de Pelotas, pela série C. Por volta das 18h15, os manifestantes concordaram em liberar a passagem.

Porém, por causa do atraso na chegada da Brigada Militar, os torcedores só começaram a entrar no estádio Alfredo Jaconi faltando poucos minutos para o início da partida. Sem a presença dos PMS, houve tumulto entre os torcedores. Com a chegada da Brigada Militar, a situação foi contornada.

Em outras cidades do estado também houve protestos. Em Santana do Livramento, na Fronteira Oeste com o Uruguai, pneus foram queimados embaixo de um viaduto. Um boneco vestido com uniforme do Corpo de Bombeiros foi pendurado no local.

Em Rio Grande, boneco com farda policial foi pendurado em viaduto (Foto: Ecosul/Divulgação)
Em Rio Grande, boneco com farda policial foi pendurado em viaduto (Foto: Ecosul/Divulgação)

Na Região Central, em Santiago, também houve queima de pneus na BR-287 e um boneco com a farda da Brigada Militar e uma corda no pescoço foi deixado na rodovia. Protesto parecido aconteceu na BR-392, no trevo de acesso a Rio Grande, no Sul. Um boneco com a farda da Brigada Militar foi pendurado e uma faixa também foi colocada com a frase: “Sartori, sem efetivo e sem salário eu não trabalho”. O boneco foi retirado na manhã deste sábado (1) pela Ecosul, concessionária que administra a rodovia.

Na BR-386, em Carazinho, na Região Norte, também foram usados faixas e cartazes com mensagens de protesto. Pneus foram queimados no acostamento da rodovia e bonecos com uniformes da Brigada Militar e Polícia Civil foram pendurados.

 

 

 

 

 

 

 

Faixa foi pendurada, e pneus foram queimados em estrada de Santiago (Foto: Vanessa Backes/RBS TV)
Faixa foi pendurada, e pneus foram queimados em estrada de Santiago (Foto: Vanessa Backes/RBS TV) Paralisações programadas para segunda

Além da dos servidores da segurança pública, funcionários de outros setores, programaram uma paralisação das atividades para segunda-feira (3). Saiba aqui o que pode ser afetado no estado com os protestos.

A Federação Sindical dos Servidores, que representa 40 categorias, diz que o estado vai parar a partir da semana que vem. “As categorias estão mobilizadas e farão uma paralisação histórica no estado na próxima segunda-feira e uma assembleia no dia 18 para decidir por um greve ou não”, explica o vice-presidente da Fessergs Flávio Berneira Júnior.

A categoria está descontente com o parcelamento do salário de julho dos servidores estaduais. A medida foi anunciada na sexta-feira (31) de forma oficial pela Secretaria da Fazenda, mas já havia sido confirmada pelo vice-governador José Paulo Cairoli um dia antes. O motivo da decisão, conforme o governo, é a crise financeira do estado, que se agrava com as quedas no orçamento nos últimos meses. A última vez que os servidores tiveram os salários parcelados foi em 2007, durante o governo de Yeda Crusius.

Ao explicar os motivos que levaram o governo a parcelar os salários, o secretário estadual da Fazenda, Giovani Feltes, afirmou que a crise financeira pode se agravar ainda mais. Na tentativa de engordar os cofres públicos o governo estuda outras medidas amargas. Feltes admite que deverá propor o aumento do ICMS no estado de 17%  para 18%.

“Quem sabe, tendo uma carga tributária elevada, uma receita por volta de aproximadamente R$ 2 bilhões de reais ao ano. Ainda assim, um terço do nosso déficit anual previsto para 2016”, analisa.