Em vídeo, policial de Santa Maria desabafa e admite que saída é fazer “bicos”

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17620800Brigadiano falou sobre as dificuldades que a categoria está enfrentando com o parcelamento dos salários

Naiôn Curcino

Com o salário parcelado pelo segundo mês seguido, servidores estaduais têm passado por dificuldades para manter as contas em dia. Além da questão financeira, o psicológico dos trabalhadores também está sendo afetado. Em entrevista ao “Diário”, com a condição de que não fosse identificado, um servidor da Brigada Militar faz um desabafo. Com 31 anos, nove deles dedicados à entidade, o servidor paga aluguel, faculdade e prestações do financiamento do carro. Para tentar manter o equilíbrio das contas, ele revela que é preciso fazer “bicos”.

– A nossa moral está lá embaixo. Os colegas estão se sentindo diminuídos. A gente não precisa de esmolas, só queremos o nosso salário – reforça.

O policial diz ainda que os profissionais sofrem uma carga psicológica muito grande, e, por isso, alguns pegaram atestados alegando abalo psicológico. Outro tema abordado por ele é a pressão interna durante os dias de paralisações.

O comandante do Comando Regional de Polícia Ostensiva Central (CRPO), coronel Worney Mendonça, admite que alguns policiais buscam os “bicos” para ter uma renda extra, e que a tendência é que a prática aumente. Sobre a suposta pressão na tropa, o coronel afirma que há diálogo com os policiais e que nenhum policial é forçado a sair.

Abaixo, acompanhe a entrevista do policial.

DIÁRIO DE SANTA MARIA