Força Nacional só deve ser acionada para casos pontuais, diz procurador-geral do MP

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Procurador-geral do MP defendeu posição do governo de não requisitar a Força Nacional Foto: Lauro Alves  / Agencia RBS
Procurador-geral do MP defendeu posição do governo de não requisitar a Força Nacional
Foto: Lauro Alves / Agencia RBS

Marcelo Dornelles acredita que apoio ao RS não seria necessário de uma forma genérica e por período indeterminado

Em entrevista ao programa Gaúcha Atualidade na manhã desta quarta-feira (9), o procurador-geral do Ministério Público (MP), Marcelo Dornelles, afirmou que a Força Nacional de Segurança só deveria ser acionada para casos pontuais no Rio Grande do Sul. Ele entende que o apoio não é necessário de forma genérica e sem um período determinado de tempo. Além disso, enfatizou que o Estado precisa resolver a questão da falta de policiamento e investir no sistema prisional.

Dornelles acredita que o problema atual de segurança pública no Rio Grande do Sul seria resolvido antes mesmo da chegada de uma tropa nacional. Ele lembrou que estes policiais também precisam ser pagos, que eles vêm de outros lugares e que precisa de tempo para mobilizá-los.

“Para acionar a Força Nacional, só se tívessemos que fazer uma ação específiica, como a que ocorreu, por exemplo, no Morro do Alemão, no Rio”, ressaltou.

O procurador-geral ainda destacou que a falta de policiamento precisa ser discutida por todos os setores em busca de uma solução urgente. Primeiro, pela necessidade de se ter um policiamento ostensivo mais forte e, segundo, pelo fato de que aumenta a sensação de segurança ao inibir possíveis ações criminosas.

Outra questão destacada por Dornelles foi o investimento em presídios. Ele lembrou a importância em concluir o complexo de Canoas para desafogar as outras cadeias. Por fim, ainda afirmou que a paralisação dos servidores não refletiu em uma diminuição significativa do envio de inquéritos para o MP oferecer ou não denúncia.

GAÚCHA