Projeto com cachorro ajuda alunos em Alegrete

150
Cadela Bia faz brincadeiras e diverte grupo da Apae | Foto: Alair Almeida / Especial / CP
Cadela Bia faz brincadeiras e diverte grupo da Apae | Foto: Alair Almeida / Especial / CP

Atividade terapêutica auxilia no desenvolvimento físico e emocional

A cinoterapia, atividade realizada com cães no atendimento físico, psíquico e emocional de pessoas, é desenvolvida na Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae) de Alegrete. Na quadra de esportes da entidade, às terças-feiras, o trabalho ocorre com a participação de equipe da Brigada Militar e da labradora Bia, de 3 anos. Entre pequenos cones e obstáculos, a cadela atende ao comando dos policiais militares, brinca e diverte um grupo atendido pela associação. O animal atua como um terapeuta, segundo o PM Luciano Leite Nunes. A cada tarefa realizada, Bia ganha o seu brinquedo, uma bolinha de tênis. A cinoterapia no local reúne desde bebês até idosos.

A professora Ana Cristina Costa incentiva a turma a participar das brincadeiras na associação. “Essa atividade ajuda os alunos porque o cão interage e, com isso, eles evoluem nos movimentos”, conta. Conforme ela, foi preciso um tempo, porque no início os participantes tinham medo, mas depois adquiriram confiança.

Três policiais militares integram o projeto, que conta com o apoio do comando local da Brigada Militar e também com a participação da Apae. A entidade colaborou na restauração de uma viatura que estava praticamente abandonada devido a problemas mecânicos e agora serve à atividade. Também o Ministério Público está envolvido no trabalho realizado na Apae.

Para a psicóloga da associação Bárbara Monteiro, os resultados da cinoterapia na entidade são considerados excelentes, pois o contato com os animais melhora a afetividade. “É um projeto que veio para melhorar o processo de atendimento psicossocial”, acrescenta. Para os instrutores da Brigada Militar, a atividade é importante porque promove a convivência de crianças e adultos com os animais, ajudando os alunos da instituição a serem mais afetuosos e melhorando o desempenho em nível de relacionamento social.

CORREIO DO POVO