Servidores da Segurança Pública definem, até o início da tarde, se mantêm paralisação

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pmsAbamf admite que recuou da intenção de promover aquartelamentos para evitar a antipatia da população

Entidades que representam brigadianos, policiais civis e agentes penitenciários se reúnem a partir das 11h, na Capital, para decidir os rumos da paralisação iniciada no dia 31. Em princípio, a previsão é retomar as atividades normais depois das 18h, como foi decidido ao final da semana passada, mas não está descartada a manutenção de restrições. Durante a segunda semana de mobilização, ao contrário dos colegas de outras áreas da segurança, os policiais militares não chegaram a promover manifestações que impactassem o policiamento no Estado.

O presidente da Associação de Cabos e Soldados (Abamf), Leonel Lucas, admite que houve um recuo na organização dos aquartelamentos para evitar a antipatia da população. “Também estamos preocupados com a segurança da população. Apesar de a nossa categoria estar preocupada com tudo o que está acontecendo, também temos que ter a população do nosso lado. Estamos conversando com nossas lideranças na Capital e interior, já pensando no próximo salário”, afirma.

Os agentes da Polícia Civil, que vêm atendendo apenas casos graves, sustentam que a paralisação dos servidores não é a causa determinante do momento de insegurança no Estado, e sim os cortes anteriores do governo no setor. “Não é só a nossa paralisação que vem causando sensação de insegurança. Desde janeiro, quando ele (José Ivo Sartori) assumiu e lançou um decreto contingenciando todo o serviço de segurança pública, nós vínhamos dizendo que a insegurança iria aumentar. E aumentou. Agora, junto com a paralisação e cortes de salários, isso explodiu no Estado. E nós temos que tomar alguma providência, assim como o governo”, diz o presidente da Ugeirm (Sindicato dos Escrivães, Inspetores e Investigadores da PC), Isaac Ortiz.

A orientação oficial da coordenação do movimento unificado dos servidores, que reúne 44 categorias, é pela suspensão da greve ao final do dia. A ideia é volta a paralisar as atividades durante a terça-feira (15), para acompanhar a votação de projetos do ajuste fiscal na Assembleia Legislativa. Na terça-feira seguinte (22), uma nova paralisação de um dia deve se repetir, além de um ato conjunto com centrais sindicais contra o aumento de impostos. Ainda, conforme o presidente da Fessergs (Federação Sindical dos Servidores Públicos do RS), Sérgio Arnoud, todas as categorias voltarão a parar por três dias a cada final de mês, caso o governo confirme novos parcelamentos de salários.

Fonte:Bibiana Borba/Rádio Guaíba