Servidores decidem nesta sexta se greve se estenderá até dia 11

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Foto: Adriana Franciosi / Agencia RBS
Foto: Adriana Franciosi / Agencia RBS

De acordo com a Fessergs, tendência é de que a paralisação dure até a próxima data em que será feito o pagamento da segunda parcela do salário

A greve que era para ser de quatro dias completa cinco nesta sexta-feira — e pode durar 12. Os servidores vão decidir nesta sexta o futuro da mobilização, mas a tendência, segundo a Federação Sindical dos Servidores Públicos (Fessergs), é que as categorias optem por seguir paralisadas até o dia 11, data em que está programado o pagamento da segunda parcela do salário do funcionalismo estadual.

Em reunião na quarta, os professores já decidiram dar continuidade à greve. Presidente da associação que representa os policiais militares de nível médio (Abamf), Leonel Lucas disse que a decisão vai ser tomada na sexta e que será baseada no que as mulheres dos PMs quiserem.

— Tem muita mulher de brigadiano que não quer desistir da luta. Elas que estão sentindo na pele (o parcelamento dos salários), porque quem coordena a casa são elas — justifica Lucas, acrescentando que o aquartelamento dos militares, com os bloqueios dos quartéis, deve seguir na sexta-feira.

Os escrivães, inspetores e investigadores da Polícia Civil optaram por retomar o trabalho a partir de sábado.

— Voltaremos a conversar na terça-feira para discutir (o futuro da mobilização) com base no cenário que estiver, até porque cada dia é uma novidade — afirma o presidente do Ugeirm-Sindicato, Isaac Delivan Lopes Ortiz.

A Asdep informa que os delegados seguem a mobilização, que corresponde a atender somente casos graves de violência e suspensão das operações especiais, até que os salários sejam pagos integralmente.

Nesta sexta, o Movimento Unificado, que integra 44 categorias de servidores, pretende apoiar a manifestação dos técnicos agrícolas na Expointer. Um protesto está marcado para as 10h no parque de exposições em Esteio.

A partir da próxima terça-feira, está prevista a montagem de um acampamento em frente ao Palácio Piratini, na Capital. O objetivo dos servidores é permanecer 24 horas por dia pressionando o governo estadual a atender os pedidos do funcionalismo, principalmente no que diz respeito ao pagamento dos salários e a retira do PLC 206, que pode impedir o reajuste.

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