Sessão da Assembleia Legislativa é cancelada

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thumb (5)Presidente da Assembleia Legislativa alegou falta de segurança

O presidente da Assembleia Legislativa, deputado Edson Brum (PMDB) anunciou o cancelamento da sessão de votação desta quarta-feira. O parlamentar alegou falta de segurança, em razão dos bloqueio dos acessos à Casa promovido por manifestantes desde o começo da manhã desta terça-feira.

Mesmo após acordo, servidores mantêm bloqueados acessos à Assembleia e sessão é cancelada

Em contrapartida, presidente da AL se comprometeu a reunir os líderes de bancada para que levem até o governador José Ivo Sartori o pedido dos servidores para retirada da urgência de pelo menos três projetos

Em reunião com o presidente da Assembleia e líderes de bancada, dirigentes sindicais decidiram, no início da tarde desta terça-feira, orientar servidores a liberar o acesso à Assembleia Legislativa, bloqueado desde o início da manhã. Apesar do acordo, porém, os manifestantes voltaram a impedir a entrada dos deputados no prédio. Com isso, o grupo retornou à Casa Rosada (Memorial do Legislativo), na rua Duque de Caxias, onde ocorria o encontro. Em seguida, o presidente da Assembleia, Edson Brum (PMDB) confirmou o cancelamento da sessão de hoje à tarde, alegando falta de segurança.

No início da manhã, a sede do Parlamento teve as seis entradas cercadas pelos manifestantes. Em contrapartida, o presidente da AL, deputado Edson Brum (PMDB) se comprometeu a levar para o governador José Ivo Sartori (PMDB), junto com os líderes de bancada, o pedido dos servidores de retirada da urgência de pelo menos três projetos, entre os dez que tiveram o prazo para votação expirado e passaram a trancar a pauta do Parlamento.

O grupo é contrário às matérias que extinguem fundações de saúde (Fepps) e esporte e lazer (Fundergs) e, sobretudo à que prevê a criação de uma previdência complementar para que futuros servidores públicos possam se aposentar com o salário integral.

Mais cedo, Brum havia assegurado a realização da sessão plenária, mesmo fora do Parlamento, em caso de necessidade. Pela manhã, servidores que compõem o movimento unificado de grevistas entraram em confronto com seguranças da Casa. Os ânimos exaltados motivaram um empurra-empurra, que só foi contornado quando outros manifestantes decidiram separar colegas e evitar um tumulto ainda maior. A Brigada Militar (BM) e o Batalhão de Operações Especiais foram acionados e seguem acompanhando a movimentação no entorno da Assembleia Legislativa.

 

Fonte:Gabriel Jacobsen e Vitória Famer/Rádio Guaíba