Com 21 mil homens, efetivo da Brigada Militar é o menor em 15 anos

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Secretário de Segurança Pública Wantuir Jacini (Foto: RBS TV/ Reprodução)
Secretário de Segurança Pública Wantuir Jacini
(Foto: RBS TV/ Reprodução)

Do G1 RS

Corporação pode sofrer mais baixas pela falta de reajuste e parcelamentos.
Novas contratações só ocorrerão em 2016, diz Secretaria de Segurança.

A falta histórica de policiais militares é um problema que se agravou em 2015 no Rio Grande do Sul. Isso porque o efetivo da Brigada Militar, atualmente com 21 mil homens, é o menor em 15 anos. A questão tem se complicado pelas baixas sofridas na corporação. No entanto, o governo garante que as operações de final de ano serão mantidas com a liberação de R$ 3,6 milhões para o pagamento de horas extras.

No decorrer de 2015, 1.721 policiais deixaram a Brigada Militar, quase o dobro da média anual, sem que novos policiais fosse contratados. A última contratação ocorreu no ano passado, quando foram chamados 86 homens. Junto a isso, a falta de reajustes e parcelamento de salários pode fazer com que 500 servidores deixem a corporação.

“O grande objetivo hoje dos servidores da Brigada Militar não é seguir a carreira mas sim ir embora para a reserva”, diz o secretário-geral da Associação de Cabos e Soldados (Abamf), Ricardo Agra.

O comando da Brigada Militar reconhece o problema, mas garante que com os R$ 3,6 milhões liberados pelo governo na terça-feira (17), vai conseguir manter as operações de final de ano.

“A brigada recebeu agora um aporte de R$ 3,6 milhões somente para complementar o serviço operacional e de bombeiros em valor de hora extras (…) esse recurso vem exatamente para cobrir parte desta carência já existente e também para cobrir o afastamento ocasional, seja em qualquer município por ocasião da Operação Golfinho”, disse o subcomandante da Brigada Militar, coronel Paulo Stocker.

Já o secretario da Segurança, Wantuir Jacini afirma que novos policiais só serão nomeados a partir do ano que vem. “O plano estratégico da Secretaria de Segurança Pública está pronto desde o início do ano, uma das políticas é o recompletamento dos efetivos da Brigada, da Polícia Civil, do IGP (Instituto-Geral de Perícias) e da Susepe. A da Brigada está prevista para acontecer em 2016, claro que vinculado ao equilíbrio orçamentário financeiro, que nós temos informações que isso só vai acontecer em 2016”, afirmou.