Futsal da Brigada tem efetivo completo

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maxresdefaultWanderley Soares

Sem abandonar o imenso leque da segurança pública, pois que nele está o meu compromisso maior com os frequentadores da minha torre, peço vênia, como um humilde marquês, aos coleguinhas da crônica esportiva, para abordar um tema que “supostamente” (está entre aspas porque este vocábulo me provoca tosse) escapou-lhes do conhecimento em tempo hábil. Trata-se de um evento assaz importante para o glorioso desporto gaúcho e, creiam, para a nossa remendada política da segurança pública. Depois de ligeira pesquisa, lembro aos coleguinhas e, claro, muito especialmente, aos habitantes da minha torre, que o World Police Indoor Soccer Tournament é uma organização internacional de futsal que envolve, em competição anual, policiais oficiais. Este evento tem lugar em Eibergen, Groenlo e Zieuwent, na Holanda. Estas cidades são próximas da fronteira com a Alemanha. No início de 1980, o Departamento de Polícia de Eibergen tomou a iniciativa de ter um torneio anual com seus colegas alemães. O torneio cresceu para ser europeu, e mais tarde um evento mundial, que reúne cerca de 3 mil policiais, homens e mulheres, de 50 países. Bonito isso, não é mesmo? Nesta moldura campeã, sigam-me.

Indiscrição

O indiscreto DOE (Diário Oficial do Estado), em sua edição de ontem, nove de novembro, páginas oito e nove, publicou a nominata de 18 membros da Brigada Militar (um oficial superior e 17 alunos oficiais) que foram liberados pelo governador José Ivo Sartori para viajarem à Holanda no período compreendido entre 6 e 17 de outubro, a fim de participar do maior torneio de futsal do mundo. A viagem foi liberada sem prejuízo dos vencimentos inerentes ao cargo que os atletas (presumo que sejam atletas) estão exercendo na caserna. Fora a questão dos vencimentos, o DOE apontou que não há ônus para o Estado. O ônus, portanto, é apenas da sociedade, que paga os soldos. O DOE nada cita sobre patrocínio das passagens e estadia nem se houve convite especial de sua majestade Beatriz, a rainha da Holanda.

A delegação

Para que não haja dúvidas, listo nominalmente a delegação – onze alunos e seis alunas oficiais – que foi contemplada com o comando do major Maurício Huster. Além do major, portanto, foram convocados para o grande torneio holandês Carlos Alexandre Fontoura, Fernando Goulart Silva, Luiz Fernando Farias Júnior, Everton Andrade de Souza, Douglas Evandro Knorst, Reinaldo Andres Marques da Silva, Maurício dos Santos Medeiros, Gustavo Santos do Nascimento, Vinicius Rodrigues da Silva, Sirlando da Ponte, Gabriel Enzweiler Damasio, Pamela Muhlemberg Tavares Sauerssig, Carine Reolon, Madalena Denzer Kruger Bosel, Liliane Engers Fracalossi, Mariana Tigik Hofmann e Gabriela dos Santos.

Carlos Barbosa

Desde que a torcida da Seleção da Holanda desfilou na frente da minha torre, no período da Copa, quedei-me entre os brasileiros que ficaram apaixonados pelo povo holandês. Ainda assim, creio que o efetivo de futsal da Brigada Militar, em favor da sociedade, deve dar preferência, daqui pra frente, para viajar até Carlos Barbosa, na Serra Gaúcha (capital do futsal brasileiro), em fins de semana e, no dia a dia, reforçar seu aprendizado em policiamento ostensivo numa participação, ainda que auxiliar, em operações com os praças não boleiros que arriscam a vida em bairros dominados por traficantes na Capital e Região Metropolitana. Nesta esteira, antes de sair da quadra, confesso que estou curioso por saber quantas medalhas a delegação gaúcha trouxe dos Países Baixos.
JORNAL O SUL