Sistema de detecção de tiros do bairro Guajuviras está desativado há três meses

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Instalação ocorreu há cinco anos em Canoas - Foto: Valdir Friolin / Agencia RBS (Arquivo) Foto: Valdir Friolin
Instalação ocorreu há cinco anos em Canoas – Foto: Valdir Friolin / Agencia RBS (Arquivo)
Foto: Valdir Friolin

Cinco anos depois da sua instalação, o sistema detector de disparos de armas de fogo do bairro Guajuviras está desativado. Em agosto, a prefeitura de Canoas cancelou o contrato de manutenção dos equipamentos por causa do seu alto custo.

A empresa responsável solicitou o reequilíbrio financeiro após a alta do dólar. De acordo com o secretário municipal da Segurança, Adriano Klafke, esse reajuste tornaria o custeio inviável. O gasto mensal com a manutenção era de R$ 58 mil. O valor original chegou a R$ 70 mil, mas foi reduzido após negociação realizada.

A prefeitura está buscando realizar uma negociação direta com a empresa norte-americana que instalou o sistema, a fim de reduzir os gastos com manutenção. Também avalia outros tecnologias semelhantes que poderiam atender a necessidade do bairro. A intenção é que os gastos não superem os R$ 30 mil mensais.

Para evitar que ocorra um aumento na criminalidade no bairro, o secretário informa as medidas que foram tomadas: houve reforço do sistema de câmeras de monitoramento. Além disso, os moradores têm contribuído ao usar o WhatsApp para informar a Brigada Militar sobre disparos feitos no bairro.

– As mortes violentas têm apresentado decréscimo no bairro. Claro que, se o sistema estivesse funcionando, talvezo o resultado seria ainda melhor – avalia Klafke.

Enquanto o município apresentou um crescimento de 8% nas mortes violentas, entre janeiro e setembro, o bairro Guajuviras registrou queda de 30% entre 2013 e 2015. Além disso, a intenção é levar a tecnologia para o bairro Mathias Velho.

GAUCHA