Governo do RS corta auxílio a brigadiano atingido durante protesto

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Advogados conversaram com pai de Eriston na ABAMF
Advogados conversaram com pai de Eriston na ABAMF

Após 3 anos de muita luta para vencer os problemas de saúde surgidos após ser atingido por uma pedrada em protesto contra a Copa do Mundo, em Porto Alegre, o soldado da BM, Eriston Moura, apresentou avanços, mas continua sofrendo com a indiferença do governo estadual que cortou toda a ajuda concedida com deslocamentos, médicos, fisioterapeutas e remédios, em novembro de 2015. Com isso, a evolução na recuperação  começa a apresentar regressões.  A ABAMF, através do Escritório Terra Vianna busca na justiça que o governo volte a arcar com custos do tratamento e reconheça o acidente concedendo os benefícios inerentes ao servidor militar.

A insensibilidade e a indiferença do governo com um trabalhador do serviço público, agredido durante a atividade laboral, deixa perplexo aqueles que acompanham o caso. Os avanços conseguidos com muitas horas de fisioterapia podem ser perdidos, pois a família não tem condições de arcar com todos os custos do tratamento. A quase dois meses, de acordo com Ari Santos, pai de Eriston, somente um fisioterapeuta presta atendimento voluntário.  O governo simplesmente cortou a ajuda com deslocamento até o hospital –  reside em Cachoeira do Sul mas tem que se deslocar até Santa Maria e Porto Alegre para alguns procedimentos do tratamento – médicos e fisioterapeutas.

Os brigadianos, colegas de serviço de Eriston, já realizaram diversas campanhas para levantar fundos de auxilio ao tratamento. Aos 27 anos, o PM (9° BPM) luta bravamente para recuperar os movimentos. Os pais do militar sacrificam-se buscando a melhora do filho. A ABAMF, através da parte assistencial busca meios da BM ajudar o militar.  O governo do RS, no entanto, ignora o servidor e prejudica o avanço no tratamento. “Já fui avisado que a interrupção é muito prejudicial a melhora da saúde de meu filho”, disse Santos.

Os advogados da ABAMF farão todo possível para que o auxílio ao brigadiano seja restabelecido. Conforme a advogada Priscilla Pelegrini, “O processo já está em andamento. Queremos que o Estado reconheça o acidente, promova o soldado a sargento e volte a auxiliar na recuperação de Eriston”.

É triste nesta história, o fato de desumanamente o governo gaúcho cortar auxílio ao tratamento de saúde do brigadiano e fechar os olhos  para a questão fazendo com que somente a justiça provoque a atuação decente e responsável do Estado.

Paulo Rogério N. da Silva

Jornalista ABAMF