Impunidade provocou a morte de mais um brigadiano

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lutoA impunidade agiu em cumplicidade no assassinato do brigadiano Maysson Fagundes Anhanha da Silva, 27 anos. O PM foi assassinado em Tramandaí, na festa da virada do ano novo, por um indivíduo que deveria estar preso, mas havia sido liberado para responder pelos crimes de roubo de veículo, tentativa de homicídio e porte ilegal de arma, em liberdade.

A ABAMF  inicia o ano de 2016 fazendo uma antiga reivindicação. A lei precisa ser mudada e punir com mais severidade os crimes contra a vida e ataques a policiais. Não é possível que enquanto uma família chora a perda de um ente da família, um trabalhador, o assassino possa ficar livre ou constitua advogado, invente uma história, e fique na rua para vitimar outros cidadãos e cidadãs inocentes. De que adianta a polícia prender uma, duas, três vezes, se o culpado será solto minutos ou horas depois.

Já passou da hora das autoridades legislativas e judiciárias agirem para frear a violência que se espalha, distribuindo dor e revolta. É necessário mais policiais nas ruas. E, o policiamento, atualmente deve ter, pelo menos, quatro PMs na guarnição para evitar ataques de bandos, gangues e facções.

No entanto, é fundamental que a lei volte a ser temida pelos bandidos. Hoje, quem teme a lei são os cidadãos de bem. Os bandidos ameaçam, ferem, matam, e saem das delegacias e presídios tão rápido que mostram sorrisos ao serem presos pelos policiais. Para as famílias, amigos, e colegas das vítimas fica a dor permanente e a certeza de que  a impunidade, o roubo e a violência, estão comandando o Brasil.

Soldado foi sepultado com honras militares

O brigadiano Maysson Fagundes Anhanha da Silva foi sepultado no Cemitério Jardim da Paz, dia 2 de janeiro de 2016, com honras militares e ao som das sirenes das viaturas da BM. O soldado havia alcançado o desejo de atuar na Patrulha Tático Móvel do 11° BPM. O comandate do batalhão, tenente-coronel  Régis Rocha da Rosa, desabafou: ” A punição é demorada e, muitas vezes, inexistente e a prisão é apenas um ato de formalidade…”

Para o comandante do CPC – Comando de Policiamento da Capital – tenente-coronel Mário Ikeda que acompanhou o sepultamento junto com o comandante-geral, Alfeu Freitas, o trabalho da BM é árduo e doloroso. “Diariamente prendemos os criminosos e, em curto espaço de tempo, eles estão soltos. Isso, infelizmente gera a sensação de insegurança”.

No sábado a justiça decretou a prisão temporária por 30 dias de um suspeito.

Paulo Rogério N. da Silva

Jornalista ABAMF