Convênio inédito na região promete mais agilidade na aprovação dos PPCIs

174

Acordo foi firmado entre o Sinduscon e o governo do Estado, com o apoio da Aliança Pelotas na tarde desta quarta-feira

A demora na aprovação dos Planos de Prevenção Contra Incêndio (PPCIs), causa de uma das maiores dores de cabeça do empresariado local, deve sofrer considerável redução a partir do final deste mês. Um convênio de cooperação técnica assinado entre o Sindicato da Indústria da Construção e Mobiliário (Sinduscon) de Pelotas e Região e o governo do Estado, com o apoio da Aliança Pelotas, é o responsável pela mudança que se ensaia. O acordo prevê a contratação de três estagiários que irão atuar diretamente no montante acumulado no quartel dos Bombeiros, agilizando a liberação dos processos.

JF_7763

Firmado desde o ano passado, o convênio enfim chega a sua etapa prática, que é a capacitação em segurança contra incêndio a partir do treinamento dos estudantes que serão selecionados. A iniciativa das associações locais foi elogiada pelo comandante geral do Corpo de Bombeiros, tenente-coronel Adriano Krukoski Ferreira, que esteve presente no ato. “Estamos passando sim por dificuldades, o Rio Grande do Sul talvez mais do que os outros estados. Toda ajuda é mais do que bem-vinda quando estamos funcionando com um efetivo 50% abaixo do ideal”, disse.

O chefe do 3º Comando Regional do Corpo de Bombeiros, major André Silvério, também celebra a assinatura do acordo. De acordo com Silvério, a partir de agora a expectativa é de que se tenha erro zero na entrada dos PPCIs, ou seja, que nenhum plano com erro seja admitido para análise. O objetivo com isto é que diminua o vai e vem dos documentos entre a Corporação e as empresas, principal causa na demora dos processos. “Sem incorreções, um PPCI pode ser liberado em algumas semana, mas todos projetos que recebemos têm erros. Analisamos, em média, quatro vezes cada solicitação.”

JF_7764

A expectativa é grande para os empresários que atuam na cidade. O sócio-diretor do You Group, Moacir Lange, diz que já sofreu dificuldades na construção de dois empreendimentos na cidade, precisando esperar por seis meses pela liberação do PPCI. A positividade também é acompanhada de ressalvas: é importante, segundo o empresário, acompanhar de perto o funcionamento do convênio, os prazos e torcer para que, de fato, este funcione e ajude a quem deseja investir no município.

Este é o pensamento que, inclusive, motivou as entidades locais a intervirem na situação existente. O coordenador da Aliança Pelotas, Sérgio Cogoy, que irá custear o pagamento dos estagiários, diz que a principal intenção da iniciativa é ajudar no desenvolvimento regional e facilitar o crescimento na Zona Sul. Já o vice-presidente do Sinduscon, Ubirajara Leal, parceiro de Cogoy na elaboração do acordo, diz que a união dos órgãos locais é bastante importante para que o setor não pare de crescer e possa vencer os desafios burocráticos encontrados.

Ainda neste mês deve ser lançado um plano de trabalho e, a partir deste, terá início o processo de seleção. Estão aptos a concorrer os estudantes dos cursos de arquitetura e engenharia das universidades Federal e Católica. O convênio tem duração de seis meses, com previsão de renovação para mais seis.

A burocracia hoje
– Entre janeiro e fevereiro, de acordo com o major André Silvério, foram admitidos 160 novos planos, que até agora, já geraram mais de 600 verificações.

Diário Popular