Relatório da Amapergs detalha problemas em presídios do Norte e Noroeste do Estado

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1_transferencia_preso___antonio_collar___susepe___1_-403087Estudo será repassado à Susepe, Secretaria de Segurança Pública e MP

O Sindicato dos Servidores Penitenciários do Rio Grande do Sul (Amapergs) entrega hoje um relatório regionalizado sobre a situação dos presídios nas regiões Norte e Noroeste do Estado. No documento, a Associação detalha problemas evidenciados por um expediente interno da Superintendência de Serviços Penitenciários, que foi divulgado há cerca de três semanas, sobre as falhas no sistema carcerário. O relatório explora os problemas em dez presídios. De acordo com o presidente da Amapergs, Flávio Berneira, a região têm casas prisionais com alto risco devido à falta de estrutura, equipamentos e servidores, bem como superlotação.

“Este documento dialoga com aquele divulgado recentemente, quando um diretor da Susepe alertava sobre o risco de motins, rebeliões, risco de fuga. E nós comprovamos com esse dossiê que aquilo que foi dito realmente ocorre. Depois daquilo, houve diversas tentativas de fuga que lograram êxito. O presídio sempre estoura. Resta saber se estoura para fora, com fugas, ou pra dentro, com motins”, afirmou.

A documentação será encaminhada para a Casa Civil e para Comissões e Frentes ligadas à área de segurança pública da Assembleia Legislativa. Além disso, o estudo será repassado para a Susepe, Secretaria de Segurança Pública do Rio Grande do Sul e Ministério Público. O intuito é garantir aos órgãos competentes sobre os problemas nos presídios.

Berneira disse que, a partir de agora, o processo de verificação das casas prisionais deve ser sistematizado pela Amapergs. A primeira análise foi feita nos presídios de Carazinho, Passo Fundo, Erechim, Espumoso, Soledade, Sarandi, Getúlio Vargas, Frederico Westphalen, Palmeira das Missões e Iraí.

Fonte:Eduardo Paganella/Rádio Guaíba
Susepe admite problema financeiro para transporte de presos

A ida de um preso a uma audiência custaria R$ 540,00, segundo o órgão

Um dos maiores assaltantes a banco do Estado, Jones Antônio Machado, 45 anos, conhecido como Jonas Dedão, saiu da Penitenciária de Alta Segurança de Charqueadas (Pasc), na segunda-feira (20), por falta de recursos destinado ao transporte de presos até as audiências com a Justiça. A Superintendência dos Serviços Penitenciários (Susepe), responsável pelo transporte dos apenados, admitiu o problema financeiro para realizar a tarefa.
Segundo o órgão, o transporte de cada preso para as audiências custa mais de R$ 540, “pois a logística do deslocamento depende de viaturas, combustível e servidores”. A Susepe afirmou ainda que aumentou o número de presos que não comparecem as audiências e afirmou que “existe um grupo de trabalho que visa implementar videoconferências, gerando assim um menor custo e maior economia para o Estado.”
A decisão de soltar Jonas Dedão
Embora Machado conste no sistema da Polícia como líder violento e de influência, a decisão de soltar o preso, tomada da Juíza da Vara do Juri de Novo Hamburgo, Angela Dumerque, teve como objetivo dar mais agilidade ao processo judicial. “Esta foi uma decisão feita em razão da Susepe não ter trazido ele nenhuma vez para as audiências marcadas. Não é só ele, outros presos também estão sendo colocados em liberdade por conta da crise da Susepe. Eles (Susepe) alegaram falta de efetivo já que precisariam de segurança adicional para transportá-lo. Além do mais, não é possível manter ele preso indefinitivamente, até porquê a legislação estabelece que o processo deve seguir. Ele tem que ser ouvido.”
Dedão, teve a prisão preventiva convertida em domiciliar em maio desde ano pela Vara do Juri de Novo Hamburgo. A tornozeleira foi instalada em Machado, indiciado por homicídio, no dia 20 do mês passado. Ele é conhecido por ser um dos maiores assaltantes de banco e carro-forte do Estado.
JORNAL NH