Jornalismo irresponsável contra a Polícia Militar

189

image110Por Rosenwal Ferreira

Por razões que a falta de caráter e a ausência de responsabilidade social explicam, parte da imprensa e um grupelho de profissionais mal informados se posicionam cotidianamente contra a Polícia Militar. É revoltante constatar manchetes e artigos que detonam boas ações dos agentes da lei, como se fosse um ato lesivo à São exemplos gritantes de um tipo de jornalismo, que é defendido como se fosse uma neutralidade necessária, mas que fere análises de bom senso em prejuízo aos que exercem a função com ética e eficiência. Quando as inúmeras prisões realizadas pelos policiais envolvem criminosos com longo histórico de violência, os bandidos estão sempre dispostos a se rebelarem com armas pesadas. Se o agente reage e mata o bandido, na primeira página aparece o título bombástico: crime.

Na sequência, o jornalista com sua “heroica” situação, estando no ar condicionado e com cafezinho e pão de queijo à mesa, escreve o seguinte: “em suposta troca de tiros com a polícia, foi assassinado o assaltante “fulano de tal” que, teoricamente, teria assaltado um casal na porta da escola.” Tais brincando, “cara pálida”? Como suposta troca de tiros? Foi checar? Não viu as balas na porta da viatura? Perguntou às vítimas? Até pode ter realizado isso. Mas, alguém na chefia decidiu que toda, veja bem, toda morte é para ser tratada como crime.

Só no Brasil acontece uma merda dessas. Nos países que prezam a ação digna da polícia, o conteúdo seria outro. Cansei de ver na imprensa norte-americana e outras nações, títulos que retratam o policial que reage e mata chefes de quadrilha como herói. Isso é que eles são! Aqui, a dúvida fica com o larápio e não com a PM. O pior é que sempre aparece um familiar para livrar o criminoso. Até ladrões da pior extirpe possuem uma mãe que os defende, para jurar que o chefão perigoso era um estudante exemplar e que foi morto ao sair da igreja com a bíblia na mão. Estou de “saco cheio” de ver injustiças cometidas contra a corporação.

Como ficou a Operação Sexto Mandamento? Com que estardalhaço a imprensa publicou a absolvição dos envolvidos? A tal farra dos coronéis, que nunca existiu, teve como resultado a constatação da justiça que as promoções foram realizadas com lisura. E aí? Quem se lixa em realizar uma matéria pedindo desculpas e reconhecendo o erro de avaliação? Ninguém! Por essas e outras, com total falta de apoio da comunidade, é que o moral da PM anda baixo. Foram anos de descaso e de ausência de reconhecimento que levaram a uma situação que se reflete na segurança coletiva. Cada vez mais, o policial, civil ou militar, tem receio de agir. Quem gostaria de ser nivelado, sempre e em quaisquer circunstâncias à escória? Eu não! E você, leitor?

Jornalista Rosenwal Ferreira