Polêmicas somente após as eleições

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urna-eletronica-maoO martelo será batido nesta semana, mas o Executivo deve recuar da decisão inicial de realizar convocação extraordinária da Assembleia. A iniciativa já havia sido inclusive comunicada informalmente à presidente da Casa, Silvana Covatti, pelo próprio governador José Ivo Sartori em encontro recente. Em discussões internas, integrantes do Palácio Piratini analisam se há necessidade real de convocação do Legislativo, já que projetos que integrariam a pauta poderiam ser analisados pelo plenário, sem prejuízos aos planos do governo, após o recesso parlamentar, marcado para ter início dia 18. Entre as propostas, estão as que visam à redução da máquina pública, de extinções das fundações para o Desenvolvimento de Recursos Humanos e Estadual de Produção e Pesquisa em Saúde e da Companhia Rio-Grandense de Artes Gráficas. A avaliação que começa a ganhar força no Executivo é a de que o ideal seria não exigir esforços de deputados aliados, principalmente na discussão e votação de propostas polêmicas, que são atreladas a desgastes, neste momento. A tendência — até para evitar que chances de derrota sejam ampliadas —é permitir a dedicação dos parlamentares da base às eleições municipais em suas regiões de atuação, e retomar a pauta legislativa, relativa a matérias que prometem embates, apenas após o fim das disputas, em outubro.

Panos quentes

Apesar das sucessivas dissidências no plenário da Assembleia, em votações de projetos polêmicos, e da cobrança de aliados fiéis sobre a situação, não há intenção do governo de perder o apoio parcial do PDT. A avaliação é a de que os votos de parte dos trabalhistas farão falta.

CORREIO DO POVO