ZERO HORA: Governo do RS deposita mais duas faixas do salário de julho

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19695672Expectativa da Fazenda é quitar os depósitos até 19 de agosto

Recorrendo a recursos que ficaram disponíveis no Caixa Único após o fechamento do horário bancário, o governo do Estado conseguiu depositar, nesta sexta-feira mais de duas faixas da folha salarial do mês de julho dos servidores do Poder Executivo. Além do crédito de R$ 650,00 para cada matrícula, valor que estava disponível desde cedo na conta dos funcionários, a Secretaria da Fazenda autorizou o repasse de mais duas faixas, alcançando R$ 980 líquidos. Segue a expectativa da Fazenda de quitar os salários até o próximo dia 19 de agosto.

Para depositar mais R$ 330 (faixas de R$ 160,00 e de R$ 170,00), que ingressarão na conta dos funcionários ao longo da noite (mas com data de crédito de 29 de julho), a Fazenda precisou dispor de R$ 104 milhões. O Tesouro do Estado confirmou para a próxima terça-feira o pagamento integral dos empregados das fundações regidos pela CLT.
Com queda na arrecadação na ordem de R$ 109 milhões nos últimos 30 dias, a crise nas finanças públicas se acentuou neste período pelo avanço nas despesas e a pequena margem para saque nos depósitos judiciais. O rombo financeiro no fechamento de julho está calculado em R$ 764 milhões, a partir de uma receita líquida ficou em R$ 2,14 bilhões, ao passo que o mês passado havia registrado R$ 2,25 bilhões.

Apenas nos repasses federais, o tombo foi de 46% na comparação ao período anterior. A queda do Fundo de Participação dos Estados (FPE) foi de quase R$ 41 milhões e das compensações da Lei Kandir chegou a R$ 43 milhões. Outras fontes de arrecadação, como os recursos vinculados ao Fundeb e o próprio IPVA, igualmente tiveram queda de um mês para o outro. O único item que teve desempenho positivo foi o ICMS: saltou de 1,40 bilhão em junho, para R$ 1,5 bilhão neste mês.

A folha completa do Poder Executivo fechou o mês em R$ 1,424 bilhão. Apenas para os servidores da administração direta o valor chegou a R$ 996 milhões. O restante se refere aos vencimentos das fundações e autarquias, assim como os compromissos do Tesouro com as consignações e os tributos sobre a folha.

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