Homenagem aos brigadianos que tombaram em serviço emociona participantes

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homenagem 1A homenagem aos brigadianos que tombaram em serviço, realizada  dia 8 de agosto, ao meio dia, no Largo  PM Valdeci de Abreu Lopes( Av. Ipiranga com Rua Silva Só – Porto Alegre), emocionou militares, familiares, representantes do poder público municipal e estadual e até pessoas que souberam no momento o que ocorria. Lágrimas e dor;  Emoção e orgulho foram só alguns dos sentimentos estampados na face das pessoas. Familiares de brigadianos que tombaram em serviço, assim como representantes da ABAMF, acompanharam a cerimônia, que encerrou com um toque de silêncio e após uma salva de palmas.

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A esposa, Jeniffer Oliveira, e os dois filhos do soldado Rafael Dávila de Oliveira – assassinado por assaltantes de uma relojoaria, em Gravataí, no ano de 2015 – acompanharam a homenagem. O pai de Jeniffer externou o sentimento: “Parece que revivemos aquela dor”. Os dois filhos de Rafael estavam vestidos com a farda da Brigada Militar(BM).

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O pai e a irmã do soldado Gomes Filho, assassinado em julho de 2016, por bandidos, durante uma abordagem, retratavam a dor da família e acompanharam em silêncio as palavras dos capelões e do comandante da BM.

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O recente assassinato de mais um brigadiano, no sábado(6/8), em Cidreira, deixou todos ainda mais abatidos. As palavras do Capelão Alexandre Chaves buscavam confortar os participantes do ato. “Estamos aqui para celebrar os mártires da nossa sociedade. Rezo para que até 21 de abril de 2017 – Dia do Policial – não seja colocado mais nenhum nome nesta lista de heróis”. O presidente da UMERGS, coronel Salomão Fortes, destacou que os companheiros de farda deram a vida pela preservação da lei e da ordem.

Já o comandante-geral da BM, coronel Freitas, lembrou que mesmo enquanto ocorria a homenagem, a BM estava trabalhando e garantindo a tranquilidade para o funcionamento de escolas, hospitais… Lembrando o assassinato do soldado Thales – em Cidreira, dia 6 de agosto de 2016 – ressaltou: “a falta que faz o policial à sociedade. Ele morreu por nós. É na adversidade que se conhece o valor dos brigadianos. Todos aqueles que tombaram têm o mérito, têm história”.

Paulo Rogério N. da Silva

Jornallista ABAMF