Violência no RS: Sartori diz que trabalho na segurança não foi suficiente( ÁUDIO )

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Sartori reconhece “situação difícil” e diz que trabalho na segurança não foi suficiente

Governador desembarcou em Brasília para reunião com Temer

O governador do Rio Grande do Sul, José Ivo Sartori, desembarcou por volta das 9h desta sexta-feira (26) em Brasília para se reunir com o presidente interino Michel Temer e pedir o auxílio da Força Nacional de Segurança no Rio Grande do Sul. Logo na chegada à capital federal, Sartori concedeu rápida entrevista aos jornalistas.

O governador reconheceu que a situação na área da segurança pública é difícil. “Temos que reconhecer que a situação é difícil. Apesar de todo o trabalho que fizemos até aqui, ainda não foi suficiente”, disse.

O secretário da Segurança, Wantuir Jacini, pediu exoneração do cargo após a morte da mãe de um aluno em frente ao Colégio Dom Bosco, em Porto Alegre, no fim da tarde de ontem. A decisão de pedir apoio da Força Nacional foi confirmada na madrugada.

Sartori disse que não tem um novo nome para a Segurança, e disse que um grupo de gestão vai assumir interinamente a função.

Veja os principais trechos da entrevista:

– Morte da representante comercial Cristine Fonseca Fagundes
Sei que essa hora é muito triste. Difícil para todos, pelos fatos que vem ocorrendo. Quero dizer que as pessoas que foram vítimas de crimes, das famílias que perderam familiares, merecem de nossa parte o sentimento de pesar e reconhecimento. Lamentar porque acho que esse é um momento de luto pro Rio Grande do Sul que com certeza não ficam satisfeitos com situações dessa natureza.”

– Exoneração do secretário Wantuir Jacini
Agradeço pela grandeza, pela fidelidade, lealdade. Pelo profissional que sempre foi. Sou muito agradecido pelo serviço dele. Sei que essa questão não é de um homem ou uma pessoa só. Não é localizada. É nacional. Muito séria. A gente vê todos os dias em todos os lugares situações desta natureza.”

– Por que o auxílio da Força Nacional não foi solicitado antes
“Temos que reconhecer que a situação é difícil. Apesar dos esforços que fizemos e procuramos fazer todos os dias, não foi suficiente. Nunca disse nada sobre isso (ser contra o auxilio da Força Nacional). Nunca disse uma palavra. Vinhamos conversando. A própria situação nacional, estávamos conversando. Estávamos fazendo entendimentos. Ainda foi solicitado a nós muitos policiais para atenderem olimpíadas no RJ. Veja que temos coerência nesta direção. Chegou o momento mais difícil.”

– Reunião com Michel Temer
Chegou o momento de conversar, dialogar e ver que é possível. Sei que ainda estão em curso as Olimpíadas e terá alguma dificuldade. (…) O que queremos pedir é que as forças de segurança possam auxiliar é na guarda externas dos presídios. Para que eles sejam trocados e os brigadianos possam fazer o serviço de rua.”

– Futuro da Secretaria de Segurança
Estivemos reunidos até as 2h. Acertamos que um grupo de gestão da segurança vai comandar a Secretaria de Segurança até encontrarmos um nome. Espero que nossa conversa seja frutífera. Não queremos criar embaraço para a Brigada Militar. Ela sabe que as vezes te m um numero de pessoas e o que a força nacional poderá servir não vi alterar a situação.”

– O que vinha sendo feito para melhoria na segurança do Estado
Nós tomamos atitudes também. Já chamamos 222 policiais militares. Agora chamamos mais 530. Foram 204 da Policia Civil. Isso está sendo feito dentro das nossas condições. (…) Esperamos que esse momento possa passar. Que não haja essas atitudes que estamos encontrando.”

GAÚCHA