Rádio Guaíba: Falta de efetivo provoca fechamento temporário de quarteis de Bombeiros na Fronteira Oeste

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Cidades de Alegrete, Santana do Livramento, Dom Pedrito e Paraí são as atingidas

Falta de efetivo, contenção de pagamentos de horas extras e transferência de bombeiros para a Operação Golfinho estão causando o fechamento temporário de alguns quarteis em cidades da Fronteira Oeste gaúcha. Segundo o major Max Meinke, responsável pelo 10º Batalhão de Bombeiros Militares de Uruguaiana – Bagé, a fronteira está enfrentando muitas dificuldades com a falta de servidores, chegando ao ponto de precisar fechar os quarteis por alguns dias da semana na região para conseguir organizar o atendimento, além de conceder folgas aos policiais militares.

Conforme o major, ao menos as cidades de Alegrete, Santana do Livramento, Dom Pedrito e Paraí estão precisando fechar alguns dias da semana para tentar ajustar as escalas de trabalho.

“Essa situação que já era difícil no ano passado foi agravada com o período da Operação Golfinho. Nós chegamos ao limite dos nossos servidores, que vêm trabalhando sem folga, e tivemos que tomar a difícil decisão de fechar o atendimento de emergência, de prontidão de alarme, em alguns dias do mês e em algumas cidades, não em todas. Procuramos fazer isso preservando aquelas cidades que enfrentam maiores índices de ocorrência, mas enfim, chegamos a esse ponto de termos de fechar por alguns dias os nossos quarteis por absoluta falta de efetivo para cumprir as escalas”, lamenta Meinke.

O major Meinke afirma que, segundo o governo do Estado, novas turmas de bombeiros deverão ser formadas até o final de março, o que aliviaria os quarteis das cidades do interior. Até lá, porém, a situação deve permanecer semelhante à atual.

As cidades de Bagé e Uruguaiana não tiveram suas sedes fechadas, porque os municípios recebem o maior número de chamados. Em Rosário do Sul também não houve fechamentos temporários, já que a cidade atende muitos acidentes no eixo da BR 290, onde os bombeiros são constantemente acionados.

A reportagem não conseguiu contatar o comandante dos Bombeiros do Estado, tenente coronel Marcelo Maia, nem obteve, até o momento, o retorno da assessoria de imprensa do comando.