STF desrespeita policiais com decisão de proibir direito de greve

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A ABAMF manifesta a indignação, que é também de todos os brigadianos, com a decisão do STF de proibir a greve de servidores da segurança pública. Lembramos, que a falta de investimentos na área para garantir a segurança dos cidadãos nunca foi tratada com tanta determinação nem foram tomadas medidas duras contra o atraso dos salários e a falta de reajustes. Ainda, assim os policiais seguiram trabalhando.

A Constituição Federal é clara ao determinar o direito a greve, cassado  pelo STF, dos policiais civis e soando como ameaça aos militares estaduais devido aos acontecimentos recentes :  “É assegurado o direito de greve, competindo aos trabalhadores decidir sobre a oportunidade de exercê-lo e sobre os interesses que devam por meio dele defender”. E estabelece que 30% dos trabalhadores deve permanecer na atividade.

A ABAMF lembra que os policiais militares sempre cumpriram a lei e nunca deixaram a sociedade brasileira exposta aos criminosos. No RS, os brigadianos estão endividados devido ao parcelamento do salário, ao não pagamento do 13° salário e os descontos bancários indevidos nas parcelas do pagamento mensal. Não houve determinação jurídica concreta fazendo com que o governador cumpra a Constituição e pague o salário até o último dia do mês.

Parte dos governos estaduais e o Executivo Federal tem mostrado uma linha de pouco diálogo e muita ameaça e opressão, o que não contribui para solucionar os problemas. A ABAMF em nome dos brigadianos considera um total desrespeito aos policiais a decisão da Corte Suprema do Brasil.

Os PMs irão trabalhar em respeito à sociedade brasileira, cumprindo a lei, e continuarão a reivindicar os direitos e a lutar contra a cassação de conquistas adquiridas ao longo de décadas.

A imagem arranhada dessa decisão não é dos policiais, mas sim, dos ministros do STF.

ABAMF