Brigadianos e bombeiros fazem ato e cobram diálogo com o governador

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Protesto é contra os atrasos no pagamento dos salários, entre outros pontos

Por Juliano Tatsch | Jornal do Comércio

Policiais e Bombeiros Militares do Rio Grande do Sul irão se reunir nesta terça-feira (17) em uma manifestação em defesa dos direitos da categoria. O ato está marcado para ocorrer às 13h, no Centro da Capital, na praça Brigadeiro Sampaio. A mobilização conta com a participação dos demais servidores da segurança pública, pensionistas e inativos.

O protesto, convocado pela Associação Beneficente Antônio Mendes Filho (Abamf), é contra os atrasos no pagamento dos salários, contra a quebra da paridade e integralidade salarial de ativos e inativos e contra a morte de policiais em serviço.

De acordo com presidente da Abamf – que representa os servidores de nível médio da Brigada Militar, na maioria soldados – José Clemente, o movimento também objetiva pressionar o governo para a abertura de um diálogo direto com o governador do Estado, Eduardo Leite. “O governador não conversa conosco. Embora grave vídeo dizendo que as medidas não são contra os servidores da segurança, ele vai à Brasília e fala o contrário nas negociações pela reforma da Previdência”, afirma Clemente.

Conforme a Abamf, são esperados ao menos 40 ônibus vindo do Interior do Estado para participar da mobilização. Após a concentração em frente ao QG da Brigada, os servidores irão caminhar até o Palácio Piratini. A associação garante que o ato não irá afetar os serviços prestados à população. “Convocamos apenas quem está de folga ou é inativo. Não vamos prejudicar a população. Não neste momento”, diz o líder da categoria. Além disso, a associação orienta os servidores que irão ao ato para não usarem suas fardas e evitarem o uso ou a exposição ostensiva de seus armamentos. “É um ato de política de classe. Estamos pedindo para que as armas não sejam expostas”, destaca o presidente da entidade.

Por serem militares, os servidores não possuem direito à greve. Assim, as formas de pressão sobre o governo ficam restritas a manifestações e a outras medidas. “Podemos trabalhar mais lentamente, cumprindo exatamente o que manda a lei, e não mais do que ela determinada, como fazemos hoje. Fazer operação padrão é uma opção. Mas não pensamos nisso no momento. Temos estratégias de negociação e iremos segui-las”, ressalta Clemente.