Nota de repúdio ao ataque da Colunista Rosane de Oliveira a Brigada Militar

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Em sua coluna de ZH desta sexta-feira (25 out) a colunista Rosane de Oliveira ataca os servidores da brigada militar, chamando-os de “OS PRIVILEGIADOS” do serviço público. Sabemos que a opinião da jornalista atende pauta econômica do grupo a qual pertence, e atacar uma categoria provavelmente atende reivindicação de um dos principais patrocinadores deste veículo de comunicação, que é a publicidade institucional de governos que rende altíssimas cifras, esta publicidade, que a nível federal foi cortada gerando pauta diária contra o governo do atual presidente. Nossa imprensa a muito tempo deixou de ser imparcial, sabemos muito bem de que lado estão, e não é de partidos, mas simplesmente de quem paga mais.

Voltando aos ditos privilégios, vamos ajudar a colunista elencando alguns:

– Estudos comprovam que 30 anos de serviço da atividade policial, equivalem a cerca de 40 anos de outras atividades, pois o estresse da profissão, as jornadas estendidas e o ambiente de trabalho causam um desgaste físico e mental que reduz a qualidade de vida destes profissionais.

– Não possuímos previdência, mas uma proteção social, pois direitos comuns a qualquer outro trabalhador não nos é garantido, tais como, horas extras por jornada extrapolada, fundo de garantia, direito à greve e sindicalização. Isso que nem falamos em dedicação exclusiva, que mesmo na reserva remunerada, podemos ser convocados em situações extremas.

– As polícias militares tem atribuição “residual”, isto é, tudo aquilo que qualquer outro órgão deixar de fazer ou tomar providência, a polícia militar se acionada, o terá de fazer, isto torna a amplitude de nosso trabalho algo que não é exigido de nenhum outro trabalhador.

Teríamos muito à acrescentar, mas sabemos que a jornalista tem conhecimento destas situações,  compreendemos sua necessidade de atender pauta econômica de seu grupo, mas esquece ela de citar em sua coluna, que ainda que houve redução de alíquota de previdência pelo PL 1645/19, este mesmo PL passa a definir que todos os inativos também contribuam com os mesmos índices, fazendo a compensação desta redução que é temporária.

José Clemente- Presidente da ABAMF