Mesmo com decisão judicial, governo não vai pagar em dia salários do magistério

Iara Wortmann falou à imprensa após assinatura de Sartori a promoções de nível no magistério. Foto: Divulgação/Palácio Piratini
Iara Wortmann falou à imprensa após assinatura de Sartori a promoções de nível no magistério. Foto: Divulgação/Palácio Piratini

Secretária adjunta da Educação frisou que nenhum governante deixa de pagar salários porque quer

(CPERS consegue liminar semelhante a que as entidades da segurança conseguiram, porém também sem estipular pena para o não cumprimento)

O governo recorreu e não pretende cumprir a decisão judicial que determina o pagamento em dia dos salários dos professores da rede estadual. A justificativa é mesma que mantém o parcelamento dos vencimentos dos servidores há sete meses consecutivos: falta de dinheiro em caixa.

A secretária adjunta da Educação, Iara Wortmann, disse que nenhum governo gosta de deixar contas em aberto com o funcionalismo, mas frisou que é um direito da gestão recorrer de uma determinação judicial. “Quando não existe dinheiro, não será uma decisão da Justiça que vai fazer nascer recursos em caixa. Não existe nenhum governante que não pague salário porque quer. Toda e qualquer decisão por parcelamento ocorre devido à impossibilidade financeira”, sustenta.

A declaração da secretária em exercício ocorreu após a assinatura do governador José Ivo Sartori à concessão de promoções para 2,7 mil professores da rede pública estadual. Os pedidos de alterações de nível da carreira tramitavam na Seduc desde 2014.

O governo negou, ainda, que as progressões sejam resultado de decisões judiciais favoráveis aos docentes. “Tanto é que essa nem era umas das reivindicações do Cpers durante as rodadas de negociação”, ponderou Iara Wortmann.

Fonte:Samantha Klein/Rádio Guaíba

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