Maioria dos novos PMs trabalha em Porto Alegre pela primeira vez

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thumb (1)Reforço no policiamento ostensivo da Capital teve início nesta terça

O reforço da Brigada Militar (BM) no policiamento ostensivo em Porto Alegre teve início na manhã desta terça-feira com 70 dos 200 policiais militares extras saindo às ruas. A maioria deles, que integram o Comando Operacional de Policiamento (COP), atua pela primeira vez na Capital. Com exceção daqueles que fazem o policiamento montado e estiveram durante a Copa do Mundo, os demais vão conhecer agora a realidade da segurança pública da cidade.

Com 23 anos de BM, o sargento Aristides Rogério dos Santos Nunes, de 46 anos, do 14º BPM, é oriundo de Santo Antônio das Missões. “Viemos para ajudar os colegas. Com nosso policiamento vamos tentar fazer um bom trabalho e conseguir até aprender alguma coisa com eles”, afirmou. Ele avaliou que a atuação na Capital é “totalmente diferente” e que o “policiamento ostensivo será maior” do que está acostumado. “Não assusta a cidade grande, pois estamos preparados para enfrentar qualquer situação. Estamos para aprender e ter experiência”, concluiu.

Já a soldado Elis Lorenzatto, de 32 anos, do 7º BPM, veio de Três Passos. Com dez anos de BM, ela também ressaltou a experiência que terá com a atuação em Porto Alegre, onde “o fluxo de pessoas e veículo é maior”. Confirmou que apesar de estar ansiosa para atuar no primeiro dia, a soldado confia no treinamento recebido que vai garantir a tranquilidade durante o trabalho. “O pessoal vai nos apoiar”, recordou, Ela acrescentou que espera passar uma sensação de segurança aos porto-alegrenses. “Vai ser experiência boa para todos”, reafirmou.

Os novos brigadianos foram enviados para vários pontos da cidade, como nos bairros Menino Deus e Moinhos de Vento. Comandante do 4º RPMon e agora responsável também pelo COP, o tenente coronel Carlos Alberto Selistre explicou que a atuação dessa tropa será nos locais mapeados pelo setor de inteligência com base nos maiores índices de criminalidade. A iniciativa se estenderá até o final deste ano. O tenente destacou que os praças ficarão 20 dias e os oficiais 30 dias na Capital, sendo substituídos por outros por igual período.

“Na volta para suas cidades, eles levarão a experiência”, afirmou, destacando o contato com uma realidade diferente, com “outro tipo de criminalidade”, além do treinamento recebido. Na avaliação dele, o policial militar retornará “diferente” para a sua comunidade. 

Em um primeiro momento, lembrou o oficial, a atuação do COP será em dois turnos, sendo um das 10h às 18h e o outro das 16h às 24h. “Esses horários poderão ser flexibilizados”, observou.

Fonte: Correio do Povo

Porto Alegre passa a contar com 3 mil PMs

Duzentos policiais chegaram à Capital para reforçar policiamento ostensivo

Porto Alegre recebeu nesta segunda-feira 200 novos Policias Militares (PMs) – 150 do interior e 50 da Capital que deixam funções administrativas. Com o refoço no efetivo, a Brigada Militar atuará a partir desta terça-feira com 3 mil PMs no policiamento ostensivo da cidade.
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Os PMs vão integrar o Comando Operacional de Policiamento (COP) vinculado ao 4º Regimento de Polícia Montada (RPMon). Eles poderão ser identificados por um boné branco e, apesar de servirem de apoio, esses policiais trabalharão independentes dos batalhões de Porto Alegre. 

De acordo com o responsável pelo 4º RPMon, tenente-coronel Carlos Alberto Selistre, os PMs devem apoiar os batalhões da Capital sem prejudicar o policiamento das cidades do interior. “Nós vamos atuar também na fiscalização de ônibus, lotações e táxis como ocorreu na operação Transporte Seguro recentemente, que foi um sucesso”, informou.

O sistema funcionará em forma de rodízio: a cada 20 dias os policias serão susbstituídos por nova turma. Na Capital, também passarão por treinamento. Cerca de 80% atuarão no policiamento a pé, o restante trabalhará com viaturas e cavalos.

O reforço busca retomar a sensação de segurança que os moradores de Porto Alegre sentiram durante a Copa do Mundo, quando o policiamento foi reforçado. A previsão é de que a iniciativa se estenda até o final do ano de forma experimental. Com a chegada do verão e o início da Operção Golfinho, haverá reavaliação.

* Com informações da repórter Bibiana Borba


Fonte: Correio do Povo e Rádio Guaíba