Quase 30% das viaturas da BM de São Leopoldo estão estragadas

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PMs escoram banco do motorista de viatura usada no policiamento com pedaço de madeira / Foto: Divulgação
PMs escoram banco do motorista de viatura usada no policiamento com pedaço de madeira / Foto: Divulgação

Alguns veículos circulam com improvisos

Os policiais militares de São Leopoldo, assim como em todo o estado, já estão descontentes em relação às horas extras e também com problemas antigos, como falta de efetivo e materiais. Mas neste final de semana, uma guarnição que estava de plantão nesta cidade de mais de 215 mil habitantes no Vale do Sinos teve de circular com uma viatura improvisada. E pior ainda, o veículo estava sendo utilizado pelo fato de que quase 30% das viaturas estão estragadas. Os PMs tiveram que colocar um pedaço de madeira atravessado no carro para escorar o banco do motorista.

O sargento Jorge Cardoso, da Abamf, Associação de Praças da Brigada Militar na região, confirma os problemas e a divulgação de fotos, que já estão em grupos de policiais nas redes sociais. Segundo ele, essa madeira atravessada na viatura tira o lugar de uma pessoa dentro do carro e ainda é um risco para o condutor em caso de freada mais brusca durante uma perseguição policial.

“Mesmo assim, estamos prendendo, apreendendo armas e drogas, mas desanima”, diz Cardoso.

Segundo o presidente da Abamf no Vale do Sinos, no sábado, São Leopoldo estava com sete viaturas no policiamento e neste domingo eram oito. Ele destaca que problema semelhante ocorre em Novo Hamburgo e nas demais cidades da região. Cardoso destaca que a manutenção deveria ser mais rigorosa, já que muitos carros que estão funcionando estão com óleo vencido ou pneus já precisando de troca.

O Comando da Brigada Militar em São Leopoldo informa que, dos 25 veículos disponíveis, sete estão no conserto. Além disso, diz que esta viatura que precisou de uma escora de madeira para o banco do condutor será consertada em breve. Também destaca que o desgaste por circularem seis horas por dia é grande e que a manutenção é cara.

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