Fortunati e equipe passam por clima tenso em tiroteio na Capital

281
Foto: Omar Freitas  / Agencia RBS
Foto: Omar Freitas / Agencia RBS

Fato ocorreu na quarta-feira e, embora não tenha sido divulgado, foi confirmado pela reportagem da Rádio Gaúcha

Minutos antes de inaugurar a nova iluminação no bairro Vila Ipiranga, Zona Norte da capital, o prefeito José Fortunati viveu momentos de tensão devido a uma troca de tiros entre policiais e criminosos.

O fato ocorreu na quarta-feira (1) e, embora não tenha sido divulgado, foi confirmado hoje (4) pela reportagem da Rádio Gaúcha.

Segundo relatos de uma fonte ligada a prefeitura e de vários moradores, houve uma perseguição nas imediações do Centro comunidade Ipiranga, onde ocorreu o evento.

Os criminosos não conseguiram passar pelo local devido a presença dos veículos da Prefeitura. Os criminosos desceram e trocaram tiros com os policiais. Em função dos disparos, o prefeito e algumas pessoas tiveram que se abrigar em uma casa, até que a situação fosse resolvida.

Mais de 80 moradores e integrantes da equipe do prefeito tiveram que se jogar no chão. Uma jornalista que trabalha na equipe teve escoriações ao cair. Após o tiroteio, dois criminosos foram presos pela polícia.

Uma moradora da região contou que o clima foi muito tenso: “Precisava ver a cena. Foi horrível. Todos deitados no chão”, disse ela.

Após o tumulto, o evento foi realizado, de acordo com a assessoria da Prefeitura.

Fortunati relata momento antes de tiroteio: “Alguns se jogaram no chão, mas ninguém saiu ferido”

O caso ocorreu na quarta-feira, quando criminosos e a polícia trocaram tiros durante perseguição na Vila Ipiranga

O prefeito de Porto Alegre, José Fortunati, narrou à reportagem da Rádio Gaúchaneste domingo (4) o episódio envolvendo um tiroteio minutos antes da inauguração da nova iluminação no bairro Vila Ipiranga, zona norte da cidade. O caso ocorreu na quarta-feira (1), quando criminosos e a polícia trocaram tiros durante perseguição após furto de um veículo. De acordo com Fortunati, ele e outras pessoas que participavam do evento precisaram se abrigar em uma casa onde funcionava o Centro Comunitário do bairro. Outras pessoas, asssustadas, se jogaram no chão.

Ainda conforme o prefeito, a polícia civil conseguiu prender os criminosos e o evento foi realizado normalmente. Ninguém ficou ferido.

Confira o relato do prefeito José Fortunati:

Onde o senhor estava no momento do tiroteio?

Eu estava na Praça da República. Foi quando passou um veículo em alta velocidade. A rua estava bloqueada em função do evento. Quando o veículo passou, eu inclusive reclamei que o motorista era irresponsável porque estava naquela velocidade. Logo em seguida compreendi a razão. Veio uma viatura da polícia civil logo atrás, perseguindo os criminosos.

Como foi a sua reação e das pessoas presentes?

Quando começou o tiroteio, eu e algumas pessoas entramos rapidamente na casa onde funcionava o antigo Centro Comunitário. É uma construção que fica dentro da praça e agora vai servir de sede para a associação comunitária. Eu estava a dois, três metros dessa casa. Então, quando o tiroteio começou, nós simplesmente entramos. Nós entramos e ficamos aguardando ali.

Ninguém foi ferido?

Algumas pessoas assustadas se jogaram no chão no momento da troca de tiros. Mas ninguém saiu ferido. Isso pela pronta rapidez com que a polícia civil agiu. Eles foram muito precisos. Acho que é este tipo de segurança que a população precisa. Que a polícia civil e a Brigada Militar estejam atuando para combater os criminosos.

O senhor conseguiu participar da inauguração?

Sim, normalmente. Nós aguardamos que os bandidos fossem presos e, de fato, eles foram imediatamente presos. Em seguida realizamos o ato normal de inauguração da iluminação da Praça da República. O importante é salientar a pronta e eficaz ação da polícia. Neste caso, da polícia civil.

Esse episódio não reforça a sensação de insegurança vivida pela populaão? Não é preciso agir neste sentido?

Eu tenho conversado com o governador José Ivo Sartori e, na semana passada, me reuni com sete entidades da segurança pública. A nossa grande questão é buscarmos um choque de segurança para que a população se sinta mais segura. Neste episódio específico, eu tenho que elogiar a Polícia Civil. É isso que nós estamos querendo. Que quando aconteça um fato, furto ou roubo, que tenhamos a polícia por perto.

GAÚCHA