Polícia não indicia PMs envolvidos em abordagem com morte em Alvorada

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IMAGEM ILUSTRATIVA
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Para delegado, ficou caracterizada a legítima defesa dos PMs que atiraram em Paulo Roberto Costa, na Vila Americana, em agosto. Inquérito interno da BM ainda não foi concluído

A Delegacia de Homicídios de Alvorada deve remeter nos próximos dias à Justiça o inquérito que apurou a morte de Paulo Roberto Iuver Costa, 46 anos, em uma abordagem policial na Vila Americana, em agosto. E, diferente do que acreditava a família, para o delegado Cassiano Cabral, ficou caracterizada a legítima defesa dos brigadianos em serviço. Ele não deve indiciá-los.

— Foi apreendida uma pistola .40 com o suspeito e havia a suspeita de que ele estivesse trabalhando para traficantes locais. Nós ouvimos a versão da família de uma execução por parte dos PMs, mas nenhum elemento de prova reforçou isso — aponta o delegado.

Paulo Roberto teria sido abordado na ponte da Rua Itararé e foi atingido por um disparo no rosto. A pistola que supostamente estava com ele, foi apreendida sem ter sido efetuado qualquer disparo dela. A alegação dos policiais militares desde o primeiro momento foi de que o homem havia tentado sacar a arma, e por isso atiraram.

Uma câmera de monitoramento da prefeitura, instalada a cerca de 30m do local do fato, poderia esclarecer a dúvida à polícia. Mas o equipamento não funciona.

O inquérito policial militar (IPM), instaurado no 24º BPM, de Alvorada, ainda não foi concluído. De acordo com o comandante do batalhão, major Maurício Campos Padilha, ainda é aguardada a perícia das armas dos policiais envolvidos na abordagem. Ele não adianta o resultado da investigação, que deve ser finalizada este mês.

Por enquanto, o comandante garante que os brigadianos seguem executando apenas serviços administrativos no batalhão.

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