Reforço do efetivo não tem data para sair, garante secretário de Segurança

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1_fire_86868-1096083Força-tarefa está desde sábado em Novo Hamburgo e previsão inicial era que efetivo deixasse o município no final do mês

“O comando da Brigada Militar vai fazer o possível e o impossível para atender às demandas.” A frase do secretário estadual da Segurança Pública, Wantuir Jacini, encerrou ontem reunião de aproximadamente duas horas no 3º Batalhão de Polícia Militar, em Novo Hamburgo. O encontro reuniu a cúpula da segurança pública do Estado, do Comando Regional de Polícia Ostensiva (CRPO), além de deputados estaduais, vereadores, lideranças de entidades e o prefeito Luis Lauermann.
De acordo com Jacini, a força-tarefa que chegou no sábado ao Município, e também reforça o policiamento em cidades do entorno, como São Leopoldo, vai continuar em ação por tempo indeterminado e não está descartado o reforço no número de policiais. Já o pedido para que a Força Nacional de Segurança fosse chamada foi descartado. “A Força Nacional intervém em situações específicas. Além do mais, não conhece o terreno, a criminalidade, nem o modus operandi dos criminosos”, justificou Jacini. Lauermann não gostou do que ouviu e acredita que a Força Nacional poderia contribuir para reduzir da criminalidade.
O secretário não deixou de falar da herança financeira do Estado, que determinou medidas como a suspensão das horas extras. Situação que reduziu o número de homens nas ruas. Jacini disse que este assunto é tratado pela Secretaria da Segurança. “Vamos dar esta atenção solicitada, por isso a cúpula da segurança está aqui.” E deixou uma frase de otimismo em relação ao futuro: “O Estado está adquirindo condições econômicas com esta série de medidas do ajuste fiscal para poder chamar novos policiais.” Isto, conforme Jacini, talvez ocorra no próximo ano.
Brigada vai definir estratégias de atuação
Um dos assuntos tratados foi a necessidade de um maior números de barreiras em vários pontos da cidade de Novo Hamburgo. O comandante-geral da Brigada Militar, Alfeu Freitas Moreira, disse que cada unidade da BM deve montar suas estratégias de atuação. “Cada comandante deve avaliar se há ou não a necessidade de fazer barreiras.” O comandante do 3º Batalhão de Polícia Militar, major Marcel Nery, comentou que muitas vezes a Brigada não faz operações deste tipo por causa da falta de efetivo.
O chefe da Polícia Civil, delegado Guilherme Wondracek, reconheceu a ansiedade e preocupação da comunidade, assim como a falta de efetivo também na Polícia Civil, mas enalteceu a integração das polícias, como na prisão de dois suspeitos de latrocínio, semana passada, em Novo Hamburgo, que acabaram autuados em flagrante.
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*Colaborou: Paulo Langaro
JORNAL NH