Proerd do 6º BPM forma mais 700 crianças em Rio Grande

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Ao total, foram 33 turmas beneficiadas com o projeto
Ao total, foram 33 turmas beneficiadas com o projeto

Com foco na prevenção e resistência às drogas, programa já é realizado há 16 anos na cidade

O Cidec-Sul, localizado no Câmpus Carreiros da Universidade Federal do Rio Grande (Furg), teve uma tarde muito especial nesta quarta (25). Muita alegria, música e emoção marcaram mais uma formatura dos pequenos participantes do Programa de Resistência às Drogas e à Violência (Proerd), realizado pelo 6º BPM.

O Proerd está presente em mais de 50 países e em Rio Grande desde 1999. Nesta edição, foram 33 turmas em 11 escolas – entre particulares, estaduais e municipais – que tiveram a oportunidade de oferecer para cerca de 700 alunos atividades educativas com o intuito de promover a prevenção às drogas e também aproximar os brigadianos dos alunos, desfazendo qualquer estereótipo anterior que pudesse causar medo nos pequenos.

De acordo com o comandante do 6º BPM, major Leonardo Nunes, o Proerd é muito importante para alertar desde o começo sobre o perigo de se envolver com drogas. “Eles, realmente, aprendem muitas coisas durante o curso, é uma idade propícia para se assimilar, é quando eles estão criando o próprio discernimento, e esse contato é ótimo para expôr sobre o perigo do uso de drogas. Eles levam isso para o resto da vida, assim como a lembrança do contato positivo que tiveram com os instrutores [brigadianos]”, disse o major.

Soldado e instrutora

Há 9 anos na corporação, e há 4 desses no Proerd, a soldado Giovana conta, orgulhosa, que, dos 700 formandos desta quarta (25), cerca de 400 foram instruídos por ela.

“O programa é muito importante, pois aproxima a BM das crianças. Muitas vezes, elas têm uma impressão negativa do policial, que ele é apenas aquela pessoa armada que prende as pessoas na rua, e, durante as aulas, de uma maneira nada formal, mais animada, podemos mostrar o lado prazeroso e divertido da BM, e eles todos dizem: eu não sabia que um policial era tão legal. Isso faz criar um novo olhar sobre o profissional”, explica.

Sobre os resultados, a soldado explica que por menores que possam parecer os índices de sucesso, sempre é importante.

“Eu me sinto muito feliz e orgulhosa de fazer parte disso, é realmente uma semente que plantamos, e, sinceramente, pra mim, se, de uma turma, cinco crianças tiverem entendido, assimilado e não se envolverem com drogas, já será uma grande vitória”, conclui.

Gustavo e Lucas eram só alegria com os certificados em mãos
Gustavo e Lucas eram só alegria com os certificados em mãos

Pequenos formandos

Antes da cerimônia, os pequenos se divertiram com danças e brincadeiras, mas estavam ansiosos pela hora de exibir os diplomas de formandos. Conversando com alguns desses formandos, alunos da Escola Estadual Almirante Tamandaré, localizada no bairro Parque Marinha, dava pra perceber que as aulas foram muito bem assimiladas:

Lucas Pereira, 8 anos, disse ter achado muito legal, mas, envergonhado, disse que não lembrava de muitas coisas e citou apenas as mais importantes. “Eu aprendi com a minha instrutora que as drogas são muito perigosas e então não devemos usar drogas”, concluiu.

Já sua colega, Emanuele Madruga, 8 anos, aprendeu algumas outras coisas. “Eu aprendi que é errado aceitar dinheiro dos outros, que não podemos mexer com drogas e também que os policiais são legais, quando eu era pequena, eu tinha medo da viatura, mas agora não tenho mais medo”, contou.

O simpático Gustavo Monteiro veio de vontade própria conversar com a reportagem, para contar o que quer ser quando crescer: policial. “Eu gostei das aulas e quero ser policial, e é desde pequeno que eu quero ser policial”, observa o pequeno, do alto de seus 8 anos.

Sobre o que aprendeu, Gustavo diz objetivamente: “drogas não podem, não devemos ficar perto de pessoas que fumam e remédio é só quando a mãe dá, mesmo se a gente gostou, não pode ficar tomando o remédio assim”, alerta o formando.

Por Esther Louro

JORNAL AGORA