Combate a camelôs irregulares depende de convênio entre Poa e Brigada Militar

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Cigarros contrabandeados são vendidos livremente no Centro da Capital Foto: Mateus Ferraz /Rádio Gaúcha
Cigarros contrabandeados são vendidos livremente no Centro da Capital
Foto: Mateus Ferraz /Rádio Gaúcha

Vínculo atual terminou no mês de outubro e tratativas para renovação ainda não foram concluídas

O combate aos vendedores ambulantes irregulares da região central de Porto Alegre deve ser intensificado nas próximas semanas. Um convênio entre a prefeitura de Porto Alegre e a Brigada Militar está sendo discutido. O vínculo anterior, que permitia a atuação conjunta de policiais e fiscais da Secretaria Municipal da Produção, Indústria e Comércio (Smic), acabou em outubro.

“A fiscalização em si sem o acompanhamento de um policial é difícil de operar pelo grande volume de comerciantes e devido a algumas situações belicosas”, relata o titular da Smic, Antônio Cleber de Paula.

A partir do convênio, o município fica responsável pelo pagamento de horas extras a brigadianos que atuarem nas fiscalizações. A Smic afirma que não tem servidores suficientes para combater o comércio irregular.

Centro

Nesta sexta-feira (11), a reportagem da Rádio Gaúcha foi ao Centro da Capital para conferir a atuação desses camelôs irregulares. O número de vendedores já é maior, principalmente, devido a duas situações. Uma delas é o aumento de dinheiro em circulação devido ao pagamento do 13º salário a trabalhadores. A outra é a proximidade do Natal. No entanto, há outra questão apontada pelos vendedores ambulantes, que é a dificuldade de encontrar empregos formais.

“Ta difícil. E na rua, em 10 dias, eu ganho o mesmo que em um mês de carteira assinada”, conta Jeferson Fernandes Madeira, que vende panos de prato na Avenida Borges de Medeiros.

Na região, é comum encontrar camelôs com produtos expostos sobre caixas de papelão. Eles oferecem bijuterias, bichos de pelúcia, frutas e até produtos falsificados, DVDs piratas e cigarros contrabandeados.

Lojistas

Varejistas que mantém lojas na região reclamam da concorrência desleal. Além disso, criticam a alta carga tributária.

“Esperamos que o governo atue pra combater essa irregularidade. Pagamos muito imposto e não temos retorno”, avalia a gerente de uma loja de calçados da Avenida Salgado Filho Vanda Machado.

Assim como nos últimos anos, o número de vendedores ambulantes irregulares deve aumentar na região central da Capital com a proximidade do Natal.

GAÚCHA