Bom Jesus e Vila Jardim serão monitorados 24 horas pela Brigada Militar

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Brigada Militar ficará 24 horas nos bairros Vila Jardim e Bom Jesus | Foto: Mauro Schaefer
Brigada Militar ficará 24 horas nos bairros Vila Jardim e Bom Jesus | Foto: Mauro Schaefer

Operação Força Tática foi definida após seis homicídios nos primeiros 15 dias de 2016

Duas áreas conflagradas pela violência em Porto Alegre estiveram na mira da Operação Força Tática nesta quinta-feira. Os bairros Bom Jesus e Vila Jardim passaram a ser monitorados após seis homicídios serem contabilizados na primeira quinzena deste mês. A presença do efetivo é permanente, durante 24 horas por dia, segundo o major Douglas da Rosa Soares, subcomandante do 11º BPM.

“Queremos trazer tranquilidade às comunidades da região”, afirmou o oficial, responsável pela operação que reuniu 150 policiais militares. O conflito entre duas facções, que disputam o controle do tráfico de drogas na área, é apontado como a principal causa dos assassinatos.

Além de garantir a segurança nos dois bairros, a BM também pretende evitar a ocorrência de novos crimes. “Os seis homicídios na primeira quinzena deste mês nos mostrou a necessidade da presença da Polícia”, alegou o subcomandante. Um levantamento preliminar, segundo o oficial, mostrou o envolvimento das vítimas com as facções em conflito. “O objetivo é identificar pessoas e apreender armas e foragidos”, relatou Soares.

Três foragidos presos

Na operação de quinta-feira, foram presos três foragidos. Além disso, 193 veículos e 375 pessoas foram abordadas. “As ações atrapalham a rotina da comunidade, mas são realizadas visando o bem maior”, argumentou o subcomandante.

Além dos assassinatos ocorridos nos dois bairros, algumas fotos que circulam pelas redes sociais mostram bandidos portando armas, como fuzis e espingardas. A BM investiga se os criminosos que estão nas fotos são da Bom Jesus ou da Vila Jardim.

O caso mais recente de homicídio ocorreu no domingo, quando um rapaz de 22 anos foi morto a tiros e decapitado. O corpo do jovem foi enrolado em um edredom. Na peça foi escrita a frase “bala nos balas”. A cabeça da vítima foi abandonada na Bom Jesus.

CORREIO DO POVO