A RAZÃO: Região Central tem um déficit de 250 PMs

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Somente em Santa Maria faltam 205 policiais no 1º Regimento de Polícia Montada (1º RPMon). Já em 19 municípios da região faltam 45 PMs (Deivid Dutra / A Razão)
Somente em Santa Maria faltam 205 policiais no 1º Regimento de Polícia Montada (1º RPMon). Já em 19 municípios da região faltam 45 PMs (Deivid Dutra / A Razão)

Apesar de 178 aprovados serem chamados por Sartori, Santa Maria deverá ganhar apenas 11 policiais

Mesmo com a convocação de 178 aprovados em concurso público para a Brigada Militar, chamados ontem pelo governador José Ivo Sartori, a situação em Santa Maria e mais 19 municípios da região permanecerá praticamente a mesma. Hoje, na maior cidade da região Central, o déficit é de 205 policiais militares (PMs). Já nos outros 19 municípios de abrangência do 1º Regimento de Polícia Montada (1º RPMon) faltam 45 PMs.

“O número ideal para solucionarmos os problemas de escala seriam 250 novos policiais, mas em torno de 150 já daria uma boa aliviada”, afirma o tenente-coronel Gedeon Pinto da Silva, comandante do 1º RPMon.

Ainda segundo o tenente-coronel Gedeon, das nomeações feitas nessa segunda-feira são esperados apenas 11 brigadianos dos 178 nomeados, mas nada garantido. Recentemente, 11 temporários que estavam atuando no sistema prisional foram dispensados, já que terminou o contrato. “Esperamos pelo menos essas substituições”, diz Gedeon.

Além disso, 66 policiais do 2º Batalhão de Operações Especiais (BOE) de Santa Maria foram enviados temporariamente para Porto Alegre, além de 10 viaturas. Eles estão atuando na Operação Avante, que combate o tráfico de drogas na capital gaúcha.

As contratações

O Diário Oficial do Estado (DOE) de segunda-feira trouxe o edital de convocação de 178 aprovados em concurso público para a Brigada Militar. Foram chamados 139 candidatos para o policiamento ostensivo e 39 para o Corpo de Bombeiros. Também foram convocados 35 suplentes para o preenchimento de vagas em caso de eliminação, desistência ou ausência de candidatos.

Para Leonel Lucas, presidente da Associação dos Cabos e Soldados da Brigada (Abamf), essa nomeação é insuficiente. “Desde o início do ano, até agora, são 332 brigadianos que ingressaram na reserva. Esse grupo, portanto, não vai sequer suprir o déficit do momento e não implica em aumento da segurança”.

A RAZÃO