Parcelamento de salários pode piorar, afirma sindicato de policiais

143

18835Autor: Redação Carazinho

Agentes da 28a Região Policial se reuniram com Isaac Ortiz, diretor da Ugeirm, sindicato dos escrivães, inspetores e investigadores da Polícia Civil, na tarde desta quinta-feira (7) em Carazinho. O objetivo do encontro era que os servidores locais opinassem sobre as atuais ações do governo estadual.

A categoria possui promoções atrasadas, sendo que é cogitada a possibilidade de não haver mais operações caso os benefícios não sejam colocados em dia. “Temos que estar atentos a toda essa situação, porque senão somos atropelados pelo governo”, afirmou Ortiz aos colegas.

A região definiu por aderir ao estado de greve. “Nós, da 28a Região Policial, decidimos pelo estado de greve. Os atendimentos continuam normais, a questão é que estamos muito atentos às ações do governo. Esse estado de greve deve começar a valer nos próximos dias no Estado, já que a tendência é de adesão por parte das demais regiões”, ressalta Luis Bandeira, policial civil em Carazinho.

Operações fora do horário de expediente também não serão mais realizadas. “Além disso, se a situação piorar, poderemos entrar em greve sem a necessidade de fazermos uma assembleia”, cita Jeferson Xavier, que também é policial civil.

A situação a que o investigador se refere é o parcelamento de salários. “O parcelamento de salários é por um bom tempo, isso se não durar até o final do governo Sartori. Essa situação pode atingir o ápice em maio e junho, quando o parcelamento de um mês poderá alcançar o do mês seguinte. Sem salário não tem condições de trabalharmos”, frisa Ortiz. “Isso seria uma tragédia. Nós arriscamos a vida no trabalho e não sabemos se teremos o salário para pagar as nossas contas. Espero que não aconteça”, lamenta Bandeira.

Diário da Manhã